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domingo, 10 de setembro de 2017

Florestan Fernandes Junior sobre depoimento de Palocci: “Ligando os pontos”

Palocci




Em 2007 a Petrobras descobre campos enormes de petróleo em águas ultra-profundas do nosso litoral. Uma reserva de mais de 80 bilhões de barris de petróleo.

Um ano depois, em janeiro de 2008 foram roubados 4 laptops e 2 HDS com informações sigilosas da bacia de Santos. Dados de 30 anos de pesquisas da Petrobras no valor estimado de 2 bilhões de dólares. 

Em 30 de outubro de 2009, o WikiLeaks uma organização transnacional com sede na Suécia publica em sua página informações “vazadas” de governos e empresas assuntos estratégicos de interesse público. No documento, o nome do juiz Sérgio Moro é citado como participante de uma conferência promovida pelo programa Bridges Project (“Projeto Pontes”), vinculado ao Departamento de Estado Norte-Americano, cujo objetivo era “consolidar o treinamento bilateral [entre Estados Unidos e Brasil] para aplicação da lei”.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Dinheiro do petróleo iria para Educação e Saúde, agora irá para multinacionais

Câmara aprova urgência para projeto de entrega do pré-sal

Recursos obtidos com exploração do petróleo iriam para Educação e Saúde, um compromisso da presidenta eleita Dilma; agora, o dinheiro irá para multinacionais


Urgência para entregar os recursos da exploração do pré-sal para empresas estrangeiras. Essa foi a decisão do plenário da Câmara dos Deputados, tomada nesta terça-feira (12) pela maioria dos votos: 337 a favor e 105 contra.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Preço do barril quebra o xisto e engorda a Petrobras


Você deixaria ao seu filho ações da Petrobras ou da Globo ?

no Conversa Afiada


Duas reportagens no PiG cheiroso (ver no ABC do C Af) reafirmam o que este modestoConversa Afiada já tinha enunciado sobre a “crise” que iria “fechar” a Petrobras: aquela que, segundo os jeniais colonistas (também no ABC do C Af) teria sido desfechada pela dramática queda do preço internacional do petróleo.

O preço, hoje, está na altura dos US$ 50.

Estava em US$ 100, há pouco tempo.

Uma paulada !

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Por onde andará Shigeaki Ueki?

Memória

Sr. Discreto


Presidente da Petrobrás no governo do general João Figueiredo, e hoje dono de razoável fortuna, Shigeaki Ueki – tão discreto quanto os seus negócios – cultiva hábitos curiosos. Amigos contam, por exemplo, que para não chamar a atenção quando viaja para o Brasil com seu jatinho vindo dos EUA(*), onde mora, ele deixa a aeronave em Buenos Aires e completa o trajeto em voo de carreira, desembarcando no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
 
(*) Consta que Shigeaki Ueki,  ex-ministro de Minas e Energia do ditador Geisel e ex-presidente da Petrobrás do ex-ditador Figueiredo mora nos Texas, junto aos poços de petróleo que ele comprou com os míseros cruzeiros oriundos de seu humilde salário de servidor público.
 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

China sabe: o que eles querem é o petróleo



E quem vai abastecer a China ? 
 

no Conversa Afiada

Leitura de fim de ano, em e-book:

“Fire on the Water – China, America and the future of the Pacific”, Robert Haddick:

“Of particular note is China’s growing reliance on overseas crude oil. In 2013 China surpassed the United States to become the largest net importer of crude oil. 5 In 2012 China imported nearly 5.9 million barrels of oil per day, over half of its average daily oil consumption— a figure that is expected to rise to 75 percent of China’s daily consumption by 2035. The country’s imported oil came from South America, Africa, the Middle East, Central Asia, and Russia. China’s energy sources are diversified but have also extended China’s strategic interests to every continent. 6 In spite of this diversification, 85 percent of China’s oil imports must transit the Strait of Malacca, making that waterway a critical Chinese interest.”

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Brasil está virando uma fábrica de “santinhos”: A heroína do Fantástico e a Venina do Linkedin… duas vidas diferentes?


De Fernando Brito, no Tijolaço: (transcrito no DCM)

Depois de aceitar que Paulo Roberto Costa passou ao menos três anos roubando “enojado” e “enojado” continuava recebendo parcelas de propinas por contratos mesmo depois de ter sido afastado da empresa, agora temos a história mais que capciosa de D. Venina Fonseca, a quem não posso, por desconhecimento – a Petrobras não abriu os detalhes dos processos interno que correm contra ela, embora ela tenha ido ao Fantástico acusar a presidente da empresa de cúmplice de todos os malfeitos da empresa.

Mas posso, como qualquer jornalista deveria fazer, comparar o que ela disse na televisão com o que é, segundo ela própria, sua carreira na empresa.

Segundo a transcrição da entrevista feita pelo Diário do Centro do Mundo, ela diz que “eu trabalhei junto com Paulo Roberto, isso eu não posso negar. Na diretoria de abastecimento, a partir de 2005″.

Não é verdade, segundo a própria Venina informa em seu currículo no Linkedin.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Moraes, da FUP: Candidato do Globo para Petrobras é privatista empedernido

adriano-pires-foto-george-gianni

Para João Antonio de Moraes, da FUP, Adriano Pires defende o pior modelo de exploração do petróleo para o povo brasileiro. Foto: Site do PSDB

por Conceição Lemes no VioMundo


Durante a campanha eleitoral, os tucanos, inclusive o candidato derrotado Aécio Neves, diziam abertamente que pretendiam voltar ao modelo antigo de exploração de petróleo.

Leia-se: regime de concessão, que vigorou na era FHC.

Em 6 de agosto de 1997, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sancionou a lei que liberou às grandes petroleiras internacionais a exploração do petróleo nas costas brasileiras, atividade até então exclusividade da Petrobrás.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Petrobras: oh, que delícia de crise !

E o que importava passou a produzir na Abreu e Lima!

por Paulo Henrique Amorim​ no Conversa Afiada


A Petrobras não exporta petróleo.

Portanto, pouco se lhe dá se os preços do barril desabaram no mercado internacional.

A Petrobras importa diesel.

Com a inauguração da estratégica Refinaria Abreu e Lima – a primeira que o Brasil construiu em séculos – a Petrobras passa a produzir diesel internamente.

A Petrobras cada vez mais se utiliza do petróleo do pré-sal – cuja produção cresce vertiginosamente e já significa 30% do consumo nacional.

Portanto, pode abastecer o país com tranquilidade, com mais ou menos petróleo extraído do pré-sal, sem gastar um dólar de divisa.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Mais 700 bilhões de reais para a saúde e educação

Maior que Libra, cessão onerosa é só da Petrobras. É o horror para o mercado

cessao
Em plena Copa, uma notícia passa sem o impacto que deveria ter na mídia.
Talvez porque seja uma das melhores notícias que se pudesse dar.
Como este blog havia informado em novembro do ano passado, o Governo entregou à Petrobrás, como estava autorizado pelas leis que aprovaram o regime de partilha, aprovadas no final do Governo Lula, quatro das seis áreas de cessão onerosa utilizadas como garantia no processo de capitalização da empresa.
Concentradas no campo de Franco, agora chamado de Búzios, tem entre 10 e 14 bilhões de barris de petróleo recuperáveis, quase o mesmo que as reservas provadas do nosso país.  Algo como 25% mais do que Libra, o maior campo de petróleo descoberto no mundo neste milênio.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Contribuindo com o debate: O marco do leilão de Libra

por Renato Rabelo

Passado o calor do processo, as intensas polêmicas e a decisão governamental de levar adiante algo que poderia significar (e significou) um novo marco em nosso processo de desenvolvimento, fica a necessidade de um posicionamento, já baseado em fatos concretos, tendo presente a necessidade do debate, conforme deliberação do Comitê Central do PCdoB.
Vai ficando evidente que – a exemplo de vários países do mundo onde este tipo de operação de exploração de petróleo foi iniciado — os interesses do Estado Nacional foram tão bem resguardados, como, agora, no campo de Libra. A história das concessões desde a NEP (a Nova Política Econômica idealizada por Lênin na antiga Rússia) até as reformas econômicas chinesas atuais corroboram esta informação. Em todos os casos havia em comum a necessidade de um elevado montante de investimento financeiro que não é possível ser arcado na sua totalidade pelo país onde se executa o empreendimento. Havia em comum também a questão do compartilhamento tecnológico. Em ambos os quesitos o Brasil traçou um marco regulatório que defende amplamente sua soberania. E o resultado do leilão do campo de Libra correspondeu ao pretendido.
Partindo destes dois aspectos do problema é onde, justamente, ficam óbvias as incompreensões de quem acreditava ser possível a Petrobras sozinha dar conta deste empreendimento, num tempo útil econômico e para responder às demandas sociais. Mesmo iniciando a exploração desde agora, ainda se levará mais sete anos para começar a ter um nível razoável de produção. Assim como se desmascarou – mais uma vez – os interesses políticos daqueles que buscaram amaldiçoar o novo marco regulatório sob o argumento do “estatismo exacerbado”. Entre os denunciantes do “entreguismo” nada de novo em matéria de alternativas viáveis de financiamento e internalização de tecnologia.
Do outro lado, os argumentos neoliberais são escancarados com seus propósitos e princípios. O mínimo de Estado possível, aliado com a aplicação radical da lei da oferta e procura. O resultado disto, além da exportação da receita do petróleo, iria residir no fato de que cerca de 500.000 empregos deixariam de ser criados no Brasil. A primazia do “conteúdo nacional” aos equipamentos a serem utilizados nesta empreitada é o que há de mais progressista neste processo, visando o desenvolvimento nacional. Num governo do PSDB — o que restaria, de fato, do pré-sal?
O que dirá, neste contexto, de recursos para a educação, e a saúde – além de 41,65% do excedente em óleo (sistema de partilha), mais 15% dos royalties, aluguel da área, imposto de renda e outros impostos – que serão revertidos para o próprio Estado. A Petrobras com uma fatia de 40%, protagonista do consórcio, e como operadora única. Toda cadeia de exploração submetida à estatal PPSA. Seria “entreguismo” ou excesso de estatismo? Neste, e em casos semelhantes, fica o fato que os dois extremos tanto se convergem objetivamente quanto se equivocam. A realidade concreta atual nacional e internacional acerca da produção e mercado do petróleo fala mais alto, não podemos ficar presos no passado. O governo tem todo o controle do processo para garantir que a exploração de Libra vá se reverter em desenvolvimento do Brasil. Portanto, a questão reside em saber como esta re alidade se movimenta e como tirar maiores proveitos para o nosso país.

Renato RabeloPresidente nacional do PCdoB

quinta-feira, 22 de março de 2012

Da série "Delicias da Privataria": Chevron tentou indevidamente alcançar a camada pré-sal


Segundo Ministério Público Federal (MPF) a empresa e outra petroleira, a Transocean, tentaram explorar a camada de pré-sal e perfuraram sem condições técnicas e de segurança
Agência Estado via Gazeta do Povo

As petroleiras Chevron e Transocean tentaram indevidamente alcançar a camada pré-sal no campo de Frade, afirma o Ministério Público Federal (MPF). Na denúncia apresentada quarta-feira (21) à Justiça contra as empresas, o procurador da República Eduardo Santos sustenta que elas "buscavam explorar a camada do pré-sal brasileiro, tendo se lançado a perfurar sem condições técnicas e de segurança". As petroleiras negam a acusação.
Para Santos, há "indícios de que não havia a intenção de parar a perfuração enquanto não se atingisse o pré-sal". Na tentativa, teria ocorrido a ruptura de alguma estrutura do poço perfurado, dando origem ao primeiro vazamento, de 7 de novembro.
O procurador conclui que os denunciados devem responder criminalmente por terem tentado produzir petróleo em desacordo com as licenças e autorizações recebidas dos órgãos competentes. "É certo, tal como exposto pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que o contrato de concessão dos blocos petrolíferos pertencentes à União cobre as profundidades conhecidas como pré-sal. Entretanto, não é menos certo que a exploração e produção efetiva dos hidrocarbonetos, se demandam atividade maior e mais complexa do que a inicialmente prevista nos instrumentos legais, devem ser comunicadas, avaliadas e especificadas pela ANP previamente", escreveu Santos na denúncia encaminhada à Justiça.
O secretário de Ambiente do Rio, Carlos Minc, defendeu ontem que uma parte dos royalties do petróleo seja usada para equipar órgãos de fiscalização. "Além de uma coordenação forte, deve haver uma estrutura poderosa, em parte bancada pelo governo e em parte pelas empresas. Não é admissível que, em uma atividade tão rentável como o petróleo, quem fiscaliza, como o Ibama e a ANP, tenha uma estrutura tão precária de helicópteros e satélites para monitorar. Há um desequilíbrio. Quem dá a licença deve ter equipamentos para fiscalizar", disse o ex-ministro do Meio Ambiente. Minc deverá reunir-se hoje com a direção da ANP.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Confissão do presidente da Chevron escancara o "arrego" da Rede Globo



Alguns dias depois de a Globo viajar no avião da Chevron para fazer reportagem sobre o vazamento na Bacia de Campos a empresa texana foi obrigada a admitir que editou as imagens sobre a tragédia ambiental com o intuito de “ajudar” as autoridades brasileiras.
O maior órgão de imprensa do Brasil defende a demissão do Ministro do Trabalho por voar em avião de um prestador de serviços do ministério, considerando esta conduta inaceitável.
Muito bem!
No entanto, a Globo, após utilizar o avião da Chevron para gravar uma reportagem sobre o vazamento, passou os dias seguintes “tranqüilizando”  a população brasileira quanto as dimensões do desastre.
Mas em audiência pública na Câmara dos Deputados, o presidente da texana Chevron, George Buck (não é Bush), foi obrigado a admitir que “editou” as imagens do vazamento. Ou seja, mandou ver um “fotoshop” para maquiar a real dimensão da tragédia.
Hoje (23 de novembro), a Agência Nacional do Petróleo suspendeu as atividades da Chevron no Brasil.
Inconformada, a Globo noticiou a investigação do TCU nos contratos da Petrobrás com a Chevron.
Quem abre o portal G1 nesta noite de quarta-feira , ao se deparar com a notícia da suspensão das atividades da empresa texana no Brasil, lê as seguintes noticias imediatamente abaixo da manchete principal:
Ø Vazamento está reduzido a um barril, segundo Chevron (positiva)
Ø  Óleo em praia é improvável, diz IBAMA (positiva)
Ø  TCU investigará contrato com a Petrobrás. (negativa - mas para a empresa brasileira)
Para defender a privataria e a entrega do subsolo brasileiro para as empresas estrangeiras a Globo perde o pudor e escancara o próprio arrego.
Os atores da Globo que se mostram tão atentos às causas ambientais, em especial à construção da usina de Belo Monte, podeiram se pronunciar também a respeito do vazamento da Chevron.

Ops! Mas esta não parece ser uma causa incorporada por nenhuma ONG financiada por recursos estrangeiros.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Wall Street Journal, mostra os métodos usados pela Chevron, irresponsabilidade para obter economia de tempo e custos


Chevron: “o nosso negócio é o risco”



Acabo de postar, no blog Projeto Nacional, mais um trecho da reportagem do Wall Street Journal, em 2008, sobre os métodos e equipamentos usados pela Chevron no Campo de Frade.
“A equipe (técnica) de Frade queria perfurar mais poços para entender melhor o reservatório de óleo. Mr. Moshiri travou-a. O plano era muito caro e demorado. Ele apoiou um (outro) plano para perfurar menos, poços mais simples e  mais baratos.”
O repórter do WSJ mostra como o presidente para a África e América Latina, Ali Moshiri  seguidamente vetou as formas de avaliação propostas pelos geólogos da própria empresa, para economia de tempos e custos. “Nosso trabalho é correr riscos”, diz ele.
Ele compara a aposta da Chevron a um jogo de poquer sem as fichas necessárias.
Um carro não bate por estar em  velocidade imprudente, mas esta é o contexto que facilita a ocorrência do acidente.
No caso do autmóvel, porém, isso é motivo para ter a habilitação cassada. A Chevron-Texaco vai perder a carteira?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Chevron tentou roubar o pré-sal?




O grave vazamento de petróleo na Bacia de Campos gera inúmeras interrogações. Como a multinacional estadunidense conseguiu ocultar por tantos dias o acidente? Por que a mídia corporativa, que vive das tragédias para aumentar a sua audiência, evitou dar destaque ao assunto? O governo federal, diante da gravidade do vazamento, adotou as medidas cabíveis contra a poderosa Chevron?

Outra interrogação, porém, é ainda mais cabeluda. A Chevron tentou alcançar a camada de petróleo do pré-sal? Há suspeitas que sim, o que configuraria um grave crime e justificaria atitudes mais duras e soberanas do Brasil contra a multinacional. Segundo o noticiário, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) já discute internamente essa possibilidade e não descarta a ação criminosa. 

PF não descarta a hipótese

Segundo o sítio Brasil 247, “especialistas da ANP suspeitam de que o emprego pela Chevron de uma sonda com capacidade para perfurar até 7.600 metros, quando o petróleo em Frade aparece a menos da metade dessa profundidade, é um indicativo de que a companhia poderia estar burlando seu plano de prospecção do campo”.

A Polícia Federal também confirmou que já investiga a hipótese. O delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico e responsável pelo inquérito, disse que “uma das hipóteses com as quais trabalhamos é a de que o acidente pode ter ocorrido pelo fato da empresa ter perfurado além dos limites permitidos”.

Um atentato à soberania nacional

A PF investiga ainda a suspeita de que a Chevron empregue estrangeiros em situação irregular no país. Segundo Fábio Scliar, há indícios de que até pessoas que não deram entrada oficialmente no Brasil estejam trabalhando em plataformas no litoral brasileiro. “Trata-se de um ilícito administrativo, de algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária”.

A Chevron tem quatro poços autorizados no campo de Frade. Um está concluído e os outros três estão em fase de perfuração, em lâminas d’água que variam entre 1.184 metros e 1.276 metros de profundidade. Caso seja confirmada a tentativa da empresa de alcançar as áreas do pré-sal, além do grave crime ambiental, a Chevron poderá ser acusada de atentado à soberania nacional.

Comentário do deputado Brizola Neto: De Jan a Jul/2011 petroleira americana Chevron exportou US$ 802 milhões do campo de Frade.

sábado, 25 de junho de 2011

'Carros 2': um filme contra os combustíveis alternativos?

no Opera Mundi

Quando o diretor de Carros 2, que estreou neste fim de semana em circuito mundial, disse que a indústria do petróleo seria a vilã da continuação da aventura de Relâmpago McQueen, os setores mais reacionários dos EUA “comemoraram”: “Nós, conservadores e crentes no mercado livre, somos acusados de ser paranóicos quando dizemos que Hollywood está tentando doutrinar nossos filhos com propaganda de esquerda. Mas agora os diretores e produtores estão vindo a público e admitindo aquilo que estão fazendo”, escreveu o site O Conservador Solitário

De fato, Carros 2 se vendeu, em parte, como uma fábula em que os carros (substitutos contemporâneos dos animais) correm para salvar o mundo. Nesse sentido, ao criticar o filme sem vê-lo, o Conservador Solitário até tinha razão: o discurso oficial o vendia como se o filme fosse mesmo uma propaganda esquerdista – pelo menos para os padrões norte-americanos. 

Assistir ao filme infantil, no entanto, leva a uma experiência oposta. Fica evidente que, se havia intenção esquerdista e ambientalista na produção e nos diretores, ela não passou da largada. 

Carros 2 é um filme que mostra o quanto o discurso da busca por um combustível alternativo é esmagado pelo concorrente conservador – o que afirma que “não há alternativa”, o que exige dos contestadores uma solução definitiva para problemas que eles não criaram, o que fica feliz e comemora porque, a rigor, um outro mundo não é possível.

  

O filme começa numa plataforma de petróleo no Oceano Pacífico (China? Japão?), onde cenas dignas de 007 favorecem a leitura de que uma conspiração de grande escala está em andamento. Em seguida, somos apresentados à ideia de que um carro, ex-magnata do petróleo, converteu-se à pesquisa e desenvolvimento de combustíveis não poluentes. 


O combustível alternativo tem o sugestivo nome de allinol – ou seja, é quase um etanol (brasileiro?). Mas ele tem um ponto fraco, que vai se revelando no decorrer da trama. Quando atingido por raios eletromagnéticos, faz explodir os motores dos carros. Não há como seguir argumentando sem contar o que ocorre perto do final da história – então, se você é sensível a spoilers, pare por aqui e aproveite para ler esta matéria sobre como pequenas usinas podem baixar o preço do etanol brasileiro


O allinol, na verdade, não passa de uma gasolina adulterada, uma fraude criada pelo suposto benfeitor que buscava combustíveis limpos. Carros 2 acaba por sugerir a inviabilidade de se usar combustíveis alternativos em grande escala. Além disto, não se posiciona sobre a produção de veículos enormes, como as SUVs, que consomem muito mais petróleo que o razoável, nem sobre a valorização excessiva do transporte individual – as duas mais “eficientes” maneiras de transformar combustíveis fósseis em CO2 e outros poluentes. 

Quer que seu filho ou filha se divirtam assistindo a Carros 2


Tudo bem. Mas saiba que eles não vão receber uma mensagem ecologicamente correta. Infelizmente, precisamos continuar lendo os filmes da Disney (mesmo os feitos pela Pixar) com dois pés atrás. 


Ariel Dorfman talvez não estivesse exagerando quando escreveu Para Ler o Pato Donald

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Globo omite informações do WikiLeaks sobre Serra e pré-sal

por Stanley Burburinho

O Globo está  protegendo o José Serra sobre o telegrama vazado pela WikiLeaks sobre o pré-sal. O jornal omitiu o que foi dito pelo Serra que a matéria da FSP mostrou. No Globo,  Serra é citado em apenas um dos onze parágrafos da matéria (está abaixo). Ainda em um trecho de texto fora de contexto, dando a entender que ele é a favor do pré-sal.
Comentaristas de O Globo, como estes, criticam a omissão:

Wikileaks, o Pré-Sal e as penas dos Tucanos voando pra todos os lados!




Stanley Burburinho
1) Lembram dos ataques da velha imprensa à Petrobrás antes das eleições? Era o lobby das petroleiras internacionais.

Stanley Burburinho
2) Em um dos telegramas vazados o consulado dos EUA diz que as petroleiras fizeram forte lobby no Senado

Stanley Burburinho
3) Lembra da tal CPI da Petrobrás que foi capitaneada pelo Álvaro Dias?

Stanley Burburinho
4) Lembram de que petroleiras americanas estavam assessorando os senadores a oposição para ferrar com a Petrobrás?

Stanley Burburinho
RT @: @ a gente falava que era lobby. Inclusive alimentando o Alvaro Dias com documentos e ninguem acreditava/Sim

Stanley Burburinho
RT @: Até que enfim apareceu a posição do Serra sobre o petróleo do pré-sal. O povo não é bobo./É isso ai. Estou recolhendo textos

Stanley Burburinho
5) "Os documento revelam a insatisfação das pretroleiras com a lei aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a..."

Stanley Burburinho
6) "Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei." -

Stanley Burburinho
Não podemos esquecer de que o Álvaro Dias foi quem pediu a CPI da Petrobrás e recebia assessoria das multinacionais para ferrar a Petrobrás

Stanley Burburinho
1) "Para a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda, a Petrobras terá todo controle sobre..."
Stanley Burburinho
2) "...a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos."
Alvaro Dias
@ Essa farsa foi desmontada. Reação desonesta de petistas que promovem desvios na gestão da Petrobras ou são beneficiados
Mario Lobato
@ @ Senador, basta ler o que consta no vazamento do Wikileaks e juntar as peças. Sua posição é indefensável.