São Paulo - Agência Estado
O Brasil quer que o vírus da gripe suína, o influenza A (H1N1), e seus sequenciamentos genéticos sejam declarados “bens públicos mundiais” para garantir o acesso de qualquer país a tecnologias e dados científicos em uma eventual pandemia. O governo pediu ontem à Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabeleça um acordo para que países pobres tenham acesso a vacinas e antivirais.
O governo brasileiro também avisou que não descarta a quebra de patentes de remédios e que deseja ter o primeiro laboratório do Hemisfério Sul credenciado pela OMS para atuar no desenvolvimento da tecnologia de diagnóstico, para não depender mais de kits importados.
Mas as pretensões do Brasil, apoiado pela Argentina e México, levaram uma ducha de água fria ontem, na abertura da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra. Estados Unidos e Canadá se recusam a estabelecer um acordo sobre vírus e vacinas.
COMENTÁRIO: Já coloquei aqui no blog uma postagem (bem no começo da 'pandemia suína') em que a articulista afirmava que seria importante combater também a "epidemia do lucro".
Evidente que as grandes multinacionais - que produzem do veneno ao remédio - não vão abrir mão (ainda mais diante da conjuntura mundial) de faturar mais uns gordos trocados vendendo kits diagnósticos, patenteando sequencias genéticas e cobrando royalties pelas patentes de antivirais.
Nunca esquecer que são estes mesmos corsários que se utilizam de populações inteiras do terceiro mundo para testar os seus "brinquedinhos terapêuticos" e depois deixam populações inteiras adoecerem e sucumbirem por não terem recursos para se beneficiarem dos "brinquedinhos" para os quais serviram de cobaias (vide AIDS e malária na África).
"Infraestrutura e melhor salário é o que precisa para atrair médicos para o interior", diz Alexandre Garcia
ResponderExcluirO comentarista e jornalista, Alexandre Garcia, apontou durante o programa Bom Dia Brasil da Rede Globo, exibido na última segunda feira (18/05) que falta uma gestão profissional na saúde pública e que para atrair médicos para o interior é necessário oferecer infraestrutura e melhor remuneração.
Confira o comentário de Alexandre Garcia, no portal da FENAM:
http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/385526