Agência Brasil
SÃO PAULO - O presidente da Fundação Instituto Butantã, Isaías Raw, acredita que o Brasil tem potencial para proteger a América do Sul de epidemias, como a gripe suína.
- O Brasil deve ser o guardião do resto do continente: é melhor comprar a vacina para o Paraguai e o Uruguai do que esperar um vírus chegar até São Paulo, por exemplo - afirmou ontem (3) em entrevista ao programa Repórter Brasil, da TV Brasil.
Para Raw, o Brasil é o único país da América Latina capaz de desenvolver suas próprias vacinas para epidemias.
- No ano que vem podemos ter a vacina contra a gripe suína e estamos desenvolvendo a vacina contra a dengue - completou.
O especialista afirmou que as vacinas não "são feitas do dia para noite" e que é preciso prudência antes de comprar medicamentos. Ele citou como exemplo o caso da Suíça que, há alguns anos, comprou vacinas contra gripe aviária para todos os cidadãos suíços e para os turistas. Entretanto, o vírus nunca chegou ao país.
- Morreu tudo na geladeira - afirmou.
Ainda de acordo com Raw, o Brasil não precisa gastar milhões de dólares comprando vacinas:
- Basta apenas para os aeroportos, o Porto de Santos, enfim, as portas, o suficiente para não se espalhar.
- Cerca de 2 milhões de pessoas de todas as partes do mundo chegam a São Paulo de avião todos os dias trazendo os mais diversos vírus.
O presidente da Fundação Instituto Butantã explicou também que as vacinas são elaboradas segundo determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
- E a gripe é a única doença que a OMS trata com mais cuidado, pelas suas mutações - completou.
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