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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Especialistas ressaltam a importância do esporte para a saúde

Aurélio Lima, do A TARDE (Salvador BA)

Mau-humor, depressão, queima de glicose e colesterol ruim têm remédio único, de graça, sem qualquer contra-indicação ou a ameaça do efeito colateral em qualquer parte do planeta onde se pratica esporte e atividades físicas. Ambas praticadas regularmente atuam na prevenção à saúde ou tratamento de problemas a ela relacionados, conforme prescrevem os próprios especialistas em medicina.

“Quem faz algum tipo de esporte é um astral alto. Libera as endorfinas, que são analgésicos, e a serotonina, que age no organismo melhorando o humor”, explica o médico Josias Ribeiro, 61 anos, membro da Comissão Nacional de Controle de Dopagem da CBF. Ele próprio, ativo praticante. “Gosto do meu futebol semanalmente. Estou parado agora porque rompi um ligamento”, desculpou-se.

Para quem ainda mantém vida sedentária, um incentivo é o 14º Passeio Ciclístico, domingo, às 9 horas, com saída em frente ao estádio da Fonte Nova. A velocidade média nos 18 km de percurso é de 10 km por hora. “Quem não pedalar todo o trajeto, sobe no carro de apoio”, avisou Gilson Cunha, que é presidente da Associação dos Bicicleteiros da Bahia (ASBB).

Antes de ingressar no passeio, que terá participantes de 5 anos e até mais de 70, a recomendação é consultar o médico. “Para aquelas pessoas com menos de 35 anos, sem registro de doenças cardíacas, pressão alta, diabetes ou doença ortopédica, nela própria ou na família, não tem restrição”, orienta Jomar Souza.

Caminhadas – Recém-eleito à presidência da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, que tem sede em São Paulo, e um especialista dessa área, Souza, de 38 anos, faz a ressalva levando em conta o próprio passeio ciclístico e atividades físicas como as tradicionais caminhadas. Seja as organizadas em grupo, nos feriados e ocasiões especiais, como as feitas diariamente, na orla e outros locais das cidades.

Para os maiores de 36 anos em diante, mesmo sem registrar casos de doenças neles ou na família, o especialista recomenda passar por avaliação médica. “Vai se fazer uma entrevista para ouvir o som do pulmão, do coração, medir a pressão arterial para que esse indivíduo faça suas atividades físicas com grande margem de segurança ”, acrescentou Souza. Ele mesmo, também praticante de mergulho, quatro vezes por semana, na Barra.

O médico concorda que na caminhada ou passeio ciclístico o risco de problema físico beira a zero. Nem por isso deve se descuidar, segundo orientou. “Se numa corrida com um milhão de maratonistas, um morre, na estatística será um em um milhão, mas não para aquele que morre e sua família”, contrapôs.

Check-up – Indagado se o rigor não provocará evasão do esporte, por intimidar quem tem problemas de saúde, Jomar Souza descarta, observando a questão de outro ângulo. “Será uma oportunidade de se fazer um check-up. Diagnosticar uma doença na fase inicial é mais fácil o tratamento e a recuperação”, disse, indicando o exame pelo menos uma vez por ano.

Tomando os devidos cuidados, em caso de paciente com algum tipo de doença, o esporte vale de remédio. Para os próprios médicos e, claro, seus pacientes, os quais são exemplos. “Tive um paciente que usava um monte de remédios para depressão. Depois que passou a fazer natação, nunca mais usou”, diz Josias.

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