Agência ANSA
BUENOS AIRES - O novo ministro da Saúde da Argentina, Juan Manzur, assumiu nesta quarta-feira o gabinete e manteve uma série de reuniões com funcionários da pasta para discutir medidas de contenção do surto da gripe A (H1N1), que já infectou pelo menos 1.500 pessoas e causou ao menos 26 mortes no país.
Paralelamente, mais três províncias (Jujuy, Chubut e San Juan) decidiram adiantar o início das férias escolares para evitar a disseminação do vírus influenza A, causador da doença, entre alunos.
Nesta terça-feira, outros 17 distritos escolares já haviam tomado esta decisão. O governo da cidade de Buenos Aires, além disso, decretou o estado de emergência sanitária, mas por ora descartou fechar locais em que há grande concentração de pessoas, como cinemas e restaurantes.
Em Chubut, na região da Patagônia, o governo local anunciou o adiantamento das férias devido ao "alto índice de ausência" nas escolas, gerado pelo "temor" à propagação do vírus.
No primeiro dia de trabalho, Manzur pediu "prudência" à população.
- Agora, precisamos fazer uma vigilância epidemiológica e dar tratamento aos que estão doentes - sustentou.
O novo ministro, que é médico sanitarista, está reunido desde a manhã com especialistas.
- Vamos dar todas as informações para tranquilizar a população e interromper a circulação do vírus - disse.
Ele admitiu, contudo, que "a época de inverno colabora para agravar a situação, pois a gripe acaba se combinando com outras infecções respiratórias". A ex-ministra da Saúde, Graciela Ocaña, renunciou ao cargo na última segunda-feira.
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