Na manhã de quinta-feira, 2/7, dirigentes e funcionários do SindSaúde, em plena atividade sindical, foram impedidos de realizar o trabalho. O contato com os servidores tinha dois objetivos: levar informações sobre a questão da implantação da promoção e outras negociações com o governo e entregar informativo sobre as denúncias com pedidos de averiguação de situações que ocorrem no Hospital Regional São Sebastião – HRSS -, da Lapa.
Ao chegar ao Hospital, a equipe se deparou com uma série de obstáculos para desenvolver o trabalho sindical até que a direção do HRSS destacou uma chefia para acompanhar a equipe do sindicato. A chefia ‘decidiu’ que deveria tentar acelerar o trabalho do pessoal, mas os dirigentes foram claros e disseram que não tinham pressa, que esperariam pois sabiam que não poderiam atrapalhar o atendimento e o processo de trabalho.
Para perplexidade da equipe, a polícia chegou por ter sido chamada pela direção do Hospital. Não se sabe porque a polícia foi acionada. Até o fechamento desta matéria, o delegado não quis falar com a reportagem.Mas a equipe da direção sindical aguardava na delegacia para fazer o Boletim de Ocorrência.
Cotidiano – Faz parte do dia-a-dia da direção do SindSaúde visitar os locais de trabalho para informar a categoria sobre o que for necessário. Só essa semana, o sindicato foi duas vezes ao HT e também entregou informativo específico. A direção esteve ainda no Oswaldo Cruz e na 2ª Regional de Saúde, entre outros locais. Sem nenhum problema.
A direção do SindSaúde vai notificar a Sesa sobre esse fato, pedindo o cumprimento da lei que garante ao sindicato desempenhar o trabalhos nas unidades da Secretaria. O SindSaúde vai pedir, ainda, proteção para entrar naquele hospital, já que nunca houve qualquer problema em nenhum outro local de trabalho.
O fato só traz uma certeza à direção sindical: temos de persistir em nosso trabalho de defesa dos servidores e do Sistema Único de Saúde, visando sempre ao respeito à legislação, em regime democrático de direito.
COMENTÁRIO: Nada que nos surpreenda: O diretor do Hospital Regional São Sebastião, como diretor de um estabelecimento de saúde é um excelente soldado...
Não é do ramo, não está acostumado com prática democrática, não reside na cidade onde se supõe deva exercer a sua função gratificada, e - provavelmente - não tem a mais remota idéia sobre onde está localizada a cidade de Puebla... nem sobre uma famosa carta que lá foi redigida.
Hospital público, com característica (micro)regional deveria ser administrado por conselho gestor constituído nos moldes preconizados no SUS. Na falta de conselho gestor, no "mínimo-minimorum" deveria existir um conselho local (deliberativo, evidentemente), que viesse a neutralizar atitudes típicas da caserna, como no episódio em foco.
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