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quinta-feira, 30 de julho de 2009

No Brasil, saneamento expressa falta de políticas de prevenção na saúde

Apesar de o Brasil ter se comprometido em construir redes de esgoto que atendam pelo menos 70% da população até 2015, a situação do saneamento básico no país continua muito abaixo do ideal. A meta, um compromisso assumido com a Organização das Nações Unidas (ONU), faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Segundo especialistas, a falta de investimento no setor expressa o predomínio de uma política de saúde voltada para o lucro.

O integrante do Fórum Popular de Saúde do Paraná (FOPS), Prentici Rosa da Silva, explica que o acesso da população ao saneamento básico reduziria a quantidade de doenças. Consequentemente, diminuiria o lucro de empresas que ganham com a venda de remédios e com o atendimento de saúde.

“Economicamente, quem tem em mãos os lucros da indústria farmacêutica, [e] do atendimento privado em saúde, tem muito mais lucros se tiver uma política de recuperação em saúde em detrimento da política de prevenção. Não investir em saneamento básico é não investir em prevenção, porque o modelo de recuperação em saúde ainda é o hegemônico e o que mais traz interesse econômico, principalmente para o capital privado.”

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinou R$ 40 bilhões, durante o período de 2007 a 2010, para o investimento em saneamento. A quantia é considerada insuficiente pela FOPS para resolver o problema no Brasil. Ainda assim, a estimativa do Ministério das Cidades é de que o índice projetado pela ONU seja atingido na próxima década.

De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.

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