na Folha de S.Paulo
Crianças em idade escolar e adultos entre 30 e 39 anos deveriam ser o foco das campanhas de vacinação contra a gripe suína --a gripe A (H1N1)--, diz estudo realizado por pesquisadores das universidades Yale e Clemson, dos EUA.
Segundo um artigo publicado ontem (20) na "Science", as crianças que vão à escola são as maiores responsáveis pela transmissão da doença e seus pais servem como "ponte" para o resto da população. Vaciná-los, então, poderia ajudar a reduzir o contágio.
O estudo analisou a transmissão da gripe A nos EUA e de outras pandemias em 1918 e 1957.
Segundo os cientistas, quando a possibilidade da vacina é limitada --como é o caso da imunização contra a gripe-- ou quando seu nível de eficácia é baixo, é necessário determinar com precisão quais devem ser os principais alvos da vacinação.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que não será possível vacinar toda a população mundial contra a nova gripe.
Testes
Em SP, o governo estadual realiza um estudo para avaliar se a vacinação entre crianças que frequentam a escola ajuda realmente a reduzir a transmissão do vírus.
O Instituto Butantan vacinou 1.600 crianças entre 6 e 15 anos de nove escolas públicas --metade contra a gripe comum e a outra metade contra meningite C ou catapora-- e avalia se os familiares das vacinadas terão menos a doença do que os pais das demais. O resultado sairá em setembro.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.
Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
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