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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ONU critica falta de solidariedade com ilegais à deriva

da BBC Brasil

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) manifestou preocupação nesta sexta-feira com relatos de que barcos no Mediterrâneo se recusaram a auxiliar uma embarcação repleta de imigrantes africanos que ficou à deriva.

Segundo relatos de cinco sobreviventes resgatados nesta quinta-feira, cerca de 75 pessoas a bordo do pequeno bote de borracha morreram após ingerir água salgada e seus corpos foram jogados no mar.

Eles disseram que haviam deixado a costa líbia há três semanas em direção à Itália, mas esgotaram seus suprimentos de combustível, água e comida.

Os sobreviventes falaram também que vários barcos passaram por eles sem oferecer ajuda, segundo um porta-voz do Acnur.

Tradição

"Além da tragédia que isso representa, preocupa a agência estas pessoas falarem que vários barcos passaram por elas sem oferecer ajuda", disse o porta-voz, Andrej Mahecic.

"Isso contraria a tradição marítima de muito tempo, de resgate, que vem sendo ameaçada", disse ele.

"O Acnur ficaria muito preocupada se o endurecimento das leis em relação a imigrantes a bordo de barcos desencoraje comandantes de navios a honrar suas obrigações marítimas internacionais", disse ele.

No início do ano, Itália e Líbia iniciaram patrulhas conjuntas no Mediterrâneo para impedir a chegada de imigrantes da África à Europa.

Mas os pequenos e precários barcos continuam a chegar à Ilha de Lampedusa, um dos primeiros pontos de contato de imigrantes vindos da África, perto de onde os cinco sobreviventes foram encontrados na quinta-feira.

Em Lampedusa, os imigrantes clandestinos são recolhidos em abrigos antes de serem expulsos.

A Itália recentemente tornou crime punível com cadeia e multa a tentativa ilegal de entrada no país.

Mas o correspondente da BBC em Roma David Willey diz que a mudança na legislação não parece ter diminuído o número de pessoas que arriscam a vida buscando uma nova vida na Europa.

COMENTÁRIO: Hoje à tarde eu estava conversando com a Claudinéia, que é Assistente Social e minha colega de trabalho. Falávamos sobre a incrível aptidão que as crianças de hoje em dia (ainda na mais tenra idade) demonstram com controles remotos, videogames, celulares, laptops e demais indecifráveis (para as gerações anteriores) enigmas eletrônicos. Claudinéia contava que esta era uma característica que já estaria inclusive associada (nas novas gerações) a um gene específico.
"O problema é que esta característica vem acompanhada de um defeito" disse ela, "eles não possuem mais o gene da solidariedade".
É duro admitir, mas parece que esta "mutação genética" (a perda da solidariedade) já começou há algumas gerações atrás...

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