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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Comparar Lula com FHC é 1º passo para eleger Dilma, diz Cardozo

A comparação entre os resultados dos dois mandatos do presidente Lula (2003-2010) com os dois de FHC (1995-2002) será o primeiro passo para a vitória da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) na sucessão presidencial de outubro do próximo ano.
A avaliação é do secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, José Eduardo Cardozo (PT-SP), que na sexta-feira (30/10) lançou em Curitiba sua candidatura à presidente nacional do PT.
"A oposição está numa saia-justa porque sabe que a eleição presidencial de 2010 será uma das mais nítidas da história, marcada pela disputa ideológica entre os oito anos do governo Lula com os oito de FHC", disse Cardozo, durante entrevista coletiva. "Esperamos ver a Dilma eleita a primeira mulher presidente do Brasil."
O secretário-geral declarou não menosprezar o desempenho da elite conservadora nas urnas, e que o PT não deve se apresentar para o pleito de salto alto. "Sabemos que a disputa será dura."
Também participaram da entrevista o deputado federal Dr. Rosinha, os deputados estaduais Professor Lemos e Elton Welter, a vereadora curitibana Professora Josete e o historiador Márcio Pessatti, candidato a presidente estadual do PT.
A respeito do chamado PED (Processo de Eleições Diretas), que próximo dia 22 de novembro renovará todas as instâncias de direção do partido, José Eduardo Cardozo afirmou que as eleições internas não podem apontar para uma desunião do PT, mas prepará-lo para o enfrentamento.
"Nós, da Mensagem ao Partido, queremos tocar nos problemas do PT, mas buscando a construção das ideias do que deve ser reformulado", disse Cardozo. "Nosso principal desafio é ir para o segundo turno, no qual nossas possibilidades de vitória são grandes."
Entre as propostas apresentadas pelo candidato durante a entrevista coletiva estão o resgate do papel das instâncias de base ("O diferencial do PT é a nossa militância, mas parte das instâncias de base estão esvaziadas"); a valorização da democracia interna ("As maiorias não podem atropelar as minorias, precisamos mudar nossos métodos"); o resgate do partido como produtor de políticas públicas ("O PT tem se concentrado em defender o governo, o que é bom, mas tem deixado de lado a produção e a disputa políticas"); e a eliminação de práticas como as filiações em massa ("Propomos mudar o estatuto do PT, de forma que os filiados tenham direito de votar nas direções somente após participar de atividades do partido, como um curso de formação política").
Paraná
Sobre a sucessão no Paraná do governador Roberto Requião (PMDB), José Eduardo Cardozo afirmou que as alianças do PT devem priorizar a criação de uma frente de esquerda nacional e, simultaneamente, levar em conta as análises locais. "Tenho discordado tanto da imposição de alianças pelo Diretório Nacional quanto da postura de Diretórios Estaduais de causar confusões", disse. "As candidaturas estaduais são importantes."
Márcio Pessatti observou que cabe ao partido a tarefa de, em conjunto com outros partidos, coordenar a candidatura de Dilma no Paraná. "Mas o PT não pode ficar refém ou incapaz de dar uma resposta, caso seja necessário."
Questionado a respeito da avaliação do PT sobre o governo Requião, Dr. Rosinha respondeu que vê a gestão do peemedebista como uma mudança positiva em relação às gestões de seu antecessor, Jaime Lerner.
"Temos críticas [a Requião], como, por exemplo, à centralização da sua gestão, mas reconhecemos que houve avanços em uma série de áreas como educação, agricultura familiar e em políticas sociais", avalia Dr. Rosinha.
Ainda na noite desta sexta-feira, às 19 horas, Cardozo e Pessatti participariam de um ato conjunto de lançamento de suas candidaturas, no auditório do hotel Del Rey, localizado na esquina da rua Ermelino de Leão com a Rua das Flores, próximo à Boca Maldita, em Curitiba.

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