Programa prevê repasse de US$ 47 mensais por filho menor de 18 anos ou portador de deficiência
Com a medida, a presidente Cristina Kirchner reforça o elo com os setores mais pobres da sociedade, entre os quais o respaldo ao governo é maior. Estima-se que 4 milhões de crianças e adolescentes estejam aptos a receber o benefício.
Ofensiva
Os pais terão direito a 180 pesos mensais (US$ 47) por filho menor de 18 anos ou portador de deficiência, até um máximo de cinco dependentes. Nos moldes do Bolsa Família brasileiro, o pagamento do benefício será condicionado ao cumprimento da cartela de vacinação e da matrícula escolar.
A oposição classificou a iniciativa como clientelista e de servir ao suposto objetivo do casal Kirchner – Cristina e seu marido e ex-presidente, Néstor Kirchner (2003-2007) – de vencer a eleição presidencial de 2011.
A fonte de financiamento do programa também foi questionada – os recursos dos fundos de previdência privada obrigatória, estatizados em 2008 sob fortes críticas da oposição. Incorporados ao caixa estatal, os recursos vem financiando anúncios do governo.
Embora o anúncio tenha sido criticado pela oposição, iniciativas como a anunciada ontem vinham sendo reivindicadas por lideranças avessas ao kirchnerismo e pela Igreja Católica, que cunhou a expressão “escândalo da pobreza’’ para definir a situação do país.
Na quarta-feira, quando Cristina enviou ao Congresso um projeto de reforma política, adversários políticos disseram que havia problemas mais urgentes no país, como a atenção a crianças e a adolescentes pobres.
Cristina pediu ontem a “colaboração de todos, sem desafios, insultos ou desqualificação, mas com ideias que possam ser postas em prática’’ para “melhorar a distribuição de renda na Argentina’’.
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