“Infelizmente, a atual administração está conduzindo muito mal a questão do pagamento dos incentivos aos médicos plantonistas à distância”. Essa é a avaliação do promotor, Paulo Tavares, do Ministério Público (MP) de Defesa da Saúde, sobre o impasse envolvendo a prefeitura e os profissionais e que ameaça interromper o atendimento aos pacientes do SUS em Londrina. Nesta terça-feira (10), médicos realizam assembleia que pode indicar paralisação nos serviços.
Para o promotor, ao depositar em juízo uma das quatro parcelas atrasadas referente ao incentivo que os médicos recebem por ficarem de sobreaviso no plantão a Prefeitura não cumpriu o acordo estabelecido no dia 30 de outubro. Na ocasião, Tavares intermediou uma reunião entre a administração e os representantes dos hospitais e dos médicos.
O promotor também classificou como “desrespeitosa” a postura da prefeitura e questionou a “razão da administração não ter informado que pagaria em juízo”. Segundo Tavares, o município poderia ter chamado as partes interessadas para um novo diálogo. “Voltamos a estaca zero. Essa postura foi desrespeitosa com todas as pessoas que participaram da reunião no dia 30 e inviabilizou a busca por novas alternativas. A administração adotou medida semelhante no momento da suspensão do pagamento em julho, o que é incorreto”, disse.
Tavares disse que o MP vai acompanhar a situação. O promotor explicou que “tentará esgotar todos os canais de negociação, porém adotará todas as medidas cabíveis dependendo da situação.”
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