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domingo, 3 de janeiro de 2010

A Globo protege os torturadores. A Globo é o que sempre foi


Acabar com a Lei da Anistia é o que se espera de um encarcerado no DOPS

Acabar com a Lei da Anistia é o que se espera de um encarcerado no DOPS

no Conversa Afiada

A repórter Cristina Serra, no jornal da globo desta sexta-feira, fez uma reportagem de 18 segundos sobre a “crise” que o Jobim vazou – clique aqui para ler – e falou dezoito vezes em “crise”.

O motivo da “reportagem” foi uma inútil declaração de Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Inútil, porque Vannuchi tenta encobrir o óbvio.

Se o projeto de lei de Lula criar uma “Comissão da Verdade”, que identifique, enfim, quem torturou no regime militar, é obvio que, de posse dessas informações, o Ministério Público peça a punição dos torturadores – e rasgue, finalmente, a Lei da Anistia.

Clique aqui para ler “Se Lula fosse Mandela mandava Jobim embora”.

Clique aqui para ler a entrevista com os procuradores Fávero e Weichert.

Revogar a Lei da Anistia – é o que se espera de um Presidente que os militares encarceram no DOPS.

Clique aqui para ler “Lula é maior do que o Brasil”.

Lula não vai poder ir para casa sem acertar as contas com os direitos humanos e o regime militar.

Não é isso o que os brasileiros esperam dele.

Nem é isso o que ele espera ler em sua biografia.

Sepultar a Lei da Anistia que foi um dos capítulos sinistros da conciliação “por cima”, como dizia o Raymundo Faoro.

Gesto que seu antecessor não teve coragem para tomar.

A Globo está no Golpe: trabalha, como Jobim, para fomentar uma “crise” que tire os militares dos quartéis e destitua o presidente Lula com o aval do Supremo Presidente do Supremo.

A Globo, os filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio -, o Ali Kamel e seus repórteres reproduzem o papel que o Dr. Roberto desempenhou no regime militar: apoiou o regime para que o regime o fizesse rico.

Pelo menos nisso a Globo é séria: ela é o que sempre foi.

Viva o Brasil !

Paulo Henrique Amorim

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