Caros amigos que acompanham o meu humilde blog,
Peço desculpas pela interrupção nas postagens nos últimos dias. Sabe como é né? A gente tem uma série de responsabilidades inadiáveis na nossa vida. Uma delas é prestar assistência aos membros de nossa família.
Vai daí que, docemente constrangido, tive que passar o feriadão do Ano Novo junto com a família em uma casinha alugada à beira-mar na Ilha das Peças... As fotos dão uma idéia da monotonia dramática que impera por aquelas paragens.
Não pegava celular, não chegava jornal, não tinha internet. O João, que viu o mar pela primeira vez, me chamou o tempo todo para brincar na areia e entrar na água. Eu mal consegui ficar sentado! Dá para imaginar a preocupação? Ainda por cima, tinha um bando de golfinhos que insistia em nadar ao lado da gente. Tiemi e o Lucas, sem nada para fazer, tiveram que tomar sol, nadar e pescar o dia todo.
Minha cunhada Betinha, o marido Kenji, meu cunhado Sidney, sem ter outra opção, acompanhavam os meninos. Minha sogra Dona Joana perambulava sem rumo pela areia branquinha da praia, molhando os pés na água morninha da baía.
Minha companheira Dioni e eu chegamos a caminhar por quilômetros pela praia. Só encontramos gaivotas, golfinhos, pôr-de-sol, o mar se derramando na areia branquinha, canoas, casinhas de pescadores e veranistas, a vista de ângulos inusitados da Ilha do Mel... Nem uma só banca de jornais, nem um só shopping center, nem um semáforo, nenhum resquício daquele som de "tuchtuch/bate-estacas" que faz a alegria das outras praias... Um tédio só!
O restaurante da Dona Iná e do Ciro, o melhor do lugar, servia um rodízio de frutos do mar, camarão ensopado, carne de siri, pescadinha frita, camarão frito, bolinho de camarão, salada e, para arrematar, batatinha frita...
Em desespero, nos restava ficar à noite sentados na varanda da nossa casa ou então na casa de nossos vizinhos (Luiz Ernesto da Banda B e Dona Ieda, Marcos Pereira - meu colega de turma e sua família) olhando o reflexo da Lua nas águas da baía, contando histórias e estórias em volta de uma taça de vinho. Uma tristeza só!
Felizmente hoje voltamos à civilização. Encaramos aqueles maravilhosos 100 km Serra do Mar acima, convivendo com adoráveis e educadíssimos motoristas-de-final-de-semana-que-nunca-pegaram-uma-estrada (verdadeiros representantes da educação e cultura européia que floresceu na nossa querida Curitiba), engarrafamento monumental, pedágio, chuva, fila no supermercado e... chegamos em casa a tempo de ligar a TV ainda no decorrer do Domingão do Faustão... e agora estamos assistindo a retrospectiva do Pânico na TV.
Ufa!!!! Seres civilizados!!!!!
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