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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Falta de leitos em Londrina se agrava durante Carnaval


Com o Hospital da Zona Sul fechado e o HU com nova restrição de atendimento, as centrais de leitos precisaram de trabalho dobrado para achar uma vaga
no Jornal de Londrina
O gargalo da falta de leitos nos hospitais de Londrina ficou ainda mais estrangulado durante o feriado de Carnaval. Além da nova restrição no atendimento do Pronto-Socorro do Hospital Universitário (HU) iniciada na segunda-feira (15), o fechamento do Hospital da Zona Sul (HZS)trouxe mais dificuldades para regulação de leitos do Samu e Siate. O HZS fechou na sexta-feira (12) para a conclusão da reforma, instalação de um gerador de energia elétrica e teve que redistribuir seus pacientes internados para outras unidades. A previsão é de que o hospital volte a atender nesta quarta-feira (17).
Segundo o coordenador médico do Samu e Siate, Eduardo Capelo Galeazzi, o primeiro reflexo sentido foi a superlotação no Hospital da Zona Norte (HZN). A reportagem do JL tentou apurar como está a situação na tarde de terça-feira (16), mas a única informação é que não há leitos disponíveis. Até mesmo macas das ambulâncias estão sendo usadas como leitos. A diretora geral do hospital, Andreza Daher, foi procurada, mas estava fora da cidade.
Com o HZN sem vagas e o HZS fechado não há hospitais secundários e os pacientes precisam ser encaminhados para unidades de maior complexidade. “Um exemplo é um idoso com pneumonia que é certo de internação. Ele não precisaria ser levado para um HU ou Santa Casa, mas sem vagas nos secundários ele acaba ocupando o lugar de um caso de maior complexidade”, exemplificou.
Outra situação é que, em muitos casos, os pacientes de Londrina foram encaminhados para outras cidades, como Ibiporã e Cambé. “A transferência gera problema com o paciente que não quer ir e também com todo o sistema. Estamos trabalhando de forma muito estrangulada”.
restrição
No HU, Galeazzi informou que ainda não houve problemas no encaminhamento de pessoas que necessitam cirurgias de próteses e outros materiais médicos que estão em falta no hospital em decorrência da crise financeira pela qual ele passa. O coordenador disse que o único caso ocorrido entre segunda e terça-feira foi com uma vítima de fratura exposta, que foi recebida pelo hospital. “Não havia outro local e então decidimos que o HU era prioridade”. No entanto, Galeazzi acredita que a situação deve ficar mais complicada com a Central de Regulação de Leitos, quando casos cirúrgicos começaram a surgir em hospitais de menor complexidade. “Às vezes uma pessoa cai em casa e é levada para o HZN, mas não pode ficar lá. Então não vamos ter o HU e a saída serão outros hospitais que também estão lotados”.
A reportagem procurou o secretário de Saúde, Agajan Bedrossian, mas ele estava com o celular desligado.

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