O iemenita Saleh Al Zuba, 60, contou em entrevista a Samy Adghirni, da Folha de S. Paulo, que os cinco anos de torturas e humilhações na prisão de Guantánamo despertaram nele um ódio dos EUA que o faz considerar legítimos os ataques da rede terrorista contra alvos americanos.
Os piores momentos eram as sessões de tortura psicológica para arrancar informações sobre a Al Qaeda que ele jurava não ter.
"Impediam-me de dormir durante dias. Deixavam-me deitar, mas quando pegava no sono, sacudiam violentamente meu corpo. Chegava uma hora em que enlouquecia", conta Zuba.
As torturas perpetradas por interrogadores da CIA (agencia de inteligência americana) incluiam ainda ofensas diretas à sua fé muçulmana. Ele tinha que ver o Corão ser pisoteado ou receber somente comida à base de porco em seu prato.
Ele relata ainda que uma jovem americana atraente entrou em sua cela para conversar sobre amenidades. Após alguns encontros, ela começou a seduzi-lo, aparecendo com roupas cada vez mais curtas, até sentar-se seminua em seu colo.
Já a tortura física consistia principalmente em socos e pontapés, relata Al Zuba, dizendo-se aliviado por ter escapado dos torturadores dos serviços secretos árabes. "Agentes de Tunísia, Jordânia, Marrocos e Egito são os mais cruéis do mundo e fazem muito trabalho sujo para os americanos."
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