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domingo, 28 de março de 2010

Pesquisas apontam evolução de hábitos e visões de jovens na escola



Pesquisas apontam evolução de hábitos e visões de jovens na escola
93,5% das instituições pesquisadas pela parceria UNESCO/SVS/IBGE trabalharam algum tema de saúde ou educação preventiva. A pesquisa PeNSE, por sua vez, buscava  conhecer a prevalência de fatores de risco comportamentais nas escolas do país e acompanhar as tendências destas prevalências ao longo do tempo.
 
Cerca de cem mil estabelecimentos de ensino, desde a educação infantil,  foram ouvidas em pesquisa nacional destinada a conhecer o que e como as escolas estão aplicando aos seus alunos disciplinas envolvendo saúde e educação preventiva. Foram pesquisados variados grupos de estudantes e gestores em educação de 99.323 escolas, que responderam a questionário elaborado por grupo de trabalho integrante de parceria entre o Ministério da Educação, Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Dentre o Universo pesquisado, 72,6% das instituições são de escolas municipais, 16% estaduais, 11,3% privadas e apenas 0,1% de instituições de ensino federais. Dos estabelecimentos de ensino básico em atividade que responderam ao levantamento de saúde ou educação preventiva segundo característica da instituição, 67.379 escolas municipais (93,5%), trabalharam algum tema de saúde ou educação preventiva.
 
Exatos 79% incluem a educação ambiental em sua grade curricular e 81% das instituições de ensino valorizam a alimentação saudável como uma das disciplinas do currículo. Esses números caem para 60% quando o assunto é álcool e drogas.
 
SAÚDE E EDUCAÇÃO PREVENTIVA
A pesquisa mostra que 74.966 (80,4%) escolas pesquisas inserem em alguma disciplina o tema "saúde e educação preventiva". Em se tratando de DST/Aids, o número de instituições que estimulam a transversalidade com outras disciplinas chega a 38.276, ou seja, 73,9% das instituições entrevistadas
 
Outro dado significativo constatado pelo trabalho realizado junto as escolas é que apenas 46,9% das instituições municipais que lidam com Educação Infantil trabalham o tema "Educação Ambiental", percentual que se robustece nas séries iniciais do ensino fundamental (71,7%). Quanto à "gravidez na adolescência" o assunto é tocado como "tema trabalhado" por 54,6%  das séries finais da mesma modalidade nas escolas ouvidas.
 
No ensino médio, 21,4% das instituições pesquisadas tratam da "Diversidade Sexual" em sua grade. Em outra modalidade de ensino, a Educação de Jovens e Adultos (EJA), 25,2% das escolas ocupadas com esse público lidam com a gravidez na adolescência. Nesse modelo a pesquisa anotou que 23% das instituições abordam a questão do álcool e das drogas como um problema de saúde, mas no ensino médio, esse índice cai para preocupantes 15% das instituições de ensino pesquisadas.
 
PeNSE: DE OLHO NOS ADOLESCENTES
O Brasil tem cerca de 17 milhões de adolescentes entre 10 e 14 anos de idade e 10 milhões entre 15 e 17 anos. 96% do primeiro grupo e 81% do segundo, estão regularmente matriculados nas redes de ensino pública e privada. Mais de 50% deles não têm hábitos alimentares saudáveis, quase 7% fumam e 71,4% já experimentaram algum tipo de bebida alcoólica.
 
A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) e o IBGE investigaram o problema em 1453 escolas e 2.175 turmas, ouvindo 63.411 alunos. O foco não poderia ser mais oportuno: Determinar a prevalência de fatores de risco comportamentais no território nacional. Além disso, o trabalho junto aos alunos visou também acompanhar as tendências destas prevalências ao longo do tempo.
 
Uma das finalidades da PeNSE, segundo a Coordenação Geral de Doenças e Agravos não Transmissíveis (CGDANT), do Departamento de Analise de Situação de Saúde (DASIS) do Ministério da Saúde é gerar evidências para orientar e avaliar o impacto de intervenções para a redução da prevalência destes fatores de risco e a promoção geral da saúde neste grupo etário.
 
Para isso, a pesquisa entrevistou adolescentes matriculados no 9º ano (8ªsérie) do ensino fundamental de escolas públicas (federais, estaduais e municipais) e privadas das capitais e estados, com idade média entre 13 e 15 anos, dos turnos matutino e vespertino.
 
Tal como na pesquisa UNESCO/SVS, há boas notícias apontadas pela PeNSE na forma com que as instituições de ensino encaram o problema. É que, por exemplo, 75,9% dos jovens entrevistas, fizeram uso de preservativo na ultima relação sexual, e 87,5% receberam informação sobre DST/Aids nas escolas publicas e 89,4%  nas escolas privadas.
 
MUDANÇA PELA INFORMAÇÃOO mesmo ocorreu quando o assunto nas entrevistas era prevenção na gravidez (81,1% das escolas publicas e 82,1% das privadas, fazem rotineiramente a abordagem), ou ações efetivas de prevenção por parte dos estabelecimentos (a informação na escola sobre distribuição gratuita de preservativo chegou a 71,4% das escolas publicas e 65,6% das escolas privadas).
 
Com a análise concluída de todos os dados apurados pela pesquisa, o Programa Saúde na Escola (PSE), do Ministério da Saúde,  irá trabalhar com os dados da PeNSE para planejamento conjunto entre os ministérios  da Saúde e da Educação (MEC) ações de promoção da saúde no espaço escolar.
 
Segundo CGDANT, a A PeNSE deve ser analisada por todos os órgãos de governo para o planejamento de ações e definições de prioridades. O programa saúde na escola, implantado a 1 década nas escolas com objetivo de orientar sobre DST/Aids e gravidez na adolescência,  pode explicar os bons resultados na PeNSE relativos ao assunto.
 
Veja aqui a íntegra da pesquisa UNESCO SVS e aqui a pesquisa PeNSE.

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