A Polícia Federal munida de um mandado de busca e apreensão esteve na casa da promotora de justiça Débora Guerner, no Lago Sul, em Brasília. Lá os policiais federais passaram horas vasculhando o lugar e encontraram um cofre com dinheiro e memórias de computador enterrado no jardim da casa de Débora. Em depoimento à Polícia Federal, Durval Barbosa, o delator do escândalo de corrupção que derrubou o governador Arruda, denunciou que o procurador-geral de Justiça, Leonardo Bandarra, e a promotora Deborah Guerner recebiam propina de empresas de coleta de lixo para não impedir a prorrogação dos contratos de limpeza urbana.
À Corregedoria do Ministério Público, o delator Durval afirmou ter participado de uma reunião na residência de Déborah Guerner, onde estiveram presentes o governador Arruda, o vice governador Paulo Octavio, o casal Guerner e Bandarra. Lá, teria sido acertado que eles participariam da divisão do contrato do lixo do Distrito Federal. Uma das empresas investigadas é a Caenge S/A que desenvolve suas atividades na execução de obras de infra-estrutura, pavimentação, saneamento ambiental, incorporação imobiliária e limpeza urbana. A Caenge S/A já foi contratada da COMLURB (RJ) para operar e manter o Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, que recebe diariamente em média 7,2 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos, sendo considerado o maior lixão da América Latina. A Caenge S/A conjuntamente com as empresas Rodoviário União Ltda e Antúrio Administração e Participações Ltda são sócias da Valor Ambiental Ltda cujo capital social da empresa é de oito milhões e cem mil reais e o faturamento anual é de aproximadamente R$ 45 milhões.
Entre 2007 e 2009 as empresas Valor Ambiental Ltda e a Caenge S/A receberam do Governo do Distrito Federal algo perto de R$ 74 milhões em contratos firmados sem licitação pública
Nenhum comentário:
Postar um comentário