Luiz Urjais, JB Online
Segundo o ministro, se o leitor não tiver atenção ao ler a pesquisa, principalmente neste período que antecede as eleições presidenciais, haverá uma grande chance de indução a erro de interpretação.
"O quadro atual é bem diferente. Destinamos para os próximos quatro anos R$ 39,2 bilhões para a conclusão das obras do PAC. Esse número corresponde, em um período de oito anos, por exemplo, a um crescimento de 49,6% de recursos apenas para a área de saneamento básico, no país", disse.
A pesquisa divulgada mostrou que 56% dos domicílios brasileiros – o equivalente a 32 milhões de lares – não eram atendidos por rede geral de esgoto, em 2008, e que 2.495 municípios (44,8% do total) ainda eram totalmente descobertos de redes de saneamento, obrigando moradores de diversas regiões do país a recorrerem a alternativas rudimentares.
Márcio Fortes reconhece que a situação em 2008 era calamitosa e explica que, naquela época, apenas R$ 13,5 bilhões eram destinados para obras de tratamento de esgoto. Segundo ele, independentemente do resultado das eleições, os recursos já alocados pela União para o prosseguimento do PAC 2 não serão retirados:
"Construções de estações de tratamento de esgoto no Triangulo Mineiro e no Vale dos Sinos, por exemplo, terão prosseguimento."
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