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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

VEJA mais uma farsa: Seria cômico se não fosse trágico


Na pressa de transformar factóides em escândalos, a revista Veja-que-mentira desta semana manifestou toda sua nulidade jornalística e seu olhar parcial dos fatos. Na tentativa de dar credibilidade à denúncia infundada dessa semana, a revista enfiou os pés pelas mãos e usou o perito oficial da campanha de Serra para avalizar sua cascata semanal.

A denúncia da vez teve como alvo o Ministério da Justiça. Ou melhor, sua ligação com a Casa Civil. Trataram de envolver Romeu Tuma Júnior, afastado recentemente do governo por suspeitas de envolvimento com a máfia chinesa, com a imagem de Dilma Rousseff.

A revista traz na capa o que seria uma conversa entre Tuma Júnior e o secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay. Por telefone, Ambromavay teria se queixado de que não agüentava mais produzir dossiês contra inimigos do governo a pedidos da Casa Cívil.

A ironia é que a análise da conversa por telefone – que o veículo afirma ter sido capturada de forma lícita – foi feita por Ricardo Molina, o mesmo perito que inventou uma ‘fitacrepada’ na careca do Serra na última quarta-feira, 20.

Seria cômico se não fosse trágico. Com tantos peritos que existem nesse país, logo ele tinha que avalizar a ‘bombástica’ reportagem da Veja-que-mentira? Como diz o próprio programa eleitoral da Dilma: “Nesse mato tem coelho”.

É obvio que tudo isso não passa de mais uma empreitada da Veja-que-esforço no intuito de tentar desqualificar o importante serviço prestado por Dilma naquele Ministério.

Falando sozinho

Na mesma reportagem, o jornalista que escreveu a matéria questiona até quando estas denúncias vão passar despercebidas pela grande maioria da população. Que bom que eles notaram que quase ninguém os ouve.  Quem sabe assim, depois da derrota do próximo dia 31, a Veja, ícone maior da imprensa golpista deste país, possa reavaliar a sua existência e, quem sabe, fechar as portas.

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