Em novo relatório, órgão destaca importância da medida na vida das crianças para quebrar o ciclo da pobreza.
Cuidados até os dois anos
Pedro Nakano, da Rádio ONU em Nova York. (via Correio do Brasil)
Um estudo do Banco Mundial sugere que investir em educação e desenvolvimento nos primeiros anos da infância é uma estratégia efetiva de combate ao ciclo da pobreza entre gerações.
O relatório realizado em parceira com a Comissão Nacional da China para Populações e Planejamento Familiar foca o desenvolvimento de crianças de até 6 anos.
Desenvolvimento
Segundo o estudo, divulgado nesta terça-feira, intervenções e investimentos na primeira infância podem ajudar a superar disparidades como baixa renda doméstica e nível educacional dos pais.
O especialista em educação do Banco Mundial, King Bing Wou, disse que o desenvolvimento do cérebro é mais ativo nos primeiros dois anos de vida e é essencial fornecer cuidados adequados de saúde e nutrição para fortalecer o desenvolvimento psicológico e cognitivo das crianças.
Investimentos
O Banco Mundial e a organização Alas, fundada pela cantora Shakira, já investiram mais de US$ 100 milhões, equivalentes a R$ 170 milhões, no desenvolvimento de crianças na América Latina e no Caribe.
Robert B. Zoellick, presidente do Banco Mundial, acredita que melhorar as oportunidades nos primeiros anos de vida é essencial para reduzir a desigualdade social.
COMENTÁRIO: Muito interessante observar a mudança de postura (?) do Banco Mundial (BM).
Há uns anos atrás a gente fazia furor nas palestras sobre o SUS divulgando um informe do BM sobre saúde.
Neste informe os "técnicos" do BM defendiam que os governos oferecessem as suas populações apenas uma "cesta básica de serviços" de saúde. Praticamente o rol dos procedimentos de Atenção Primária. Os demais procedimentos, como por ex: tratamento de certos tipos de câncer, atendimento em UTI a prematuros extremos, cirurgias cardíacas, entre outros, eram considerados muito caros e "não se justificaria a manutenção de sua oferta pelos serviços públicos de saúde" (ou algo assim, não me recordo dos termos exatos).
Quem lia o informe ficava escandalizado pela overdose de neoliberalismo que beirava o nazi-fascismo.
Parece (ressalto: parece!!!!) que os tempos mudaram.
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