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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Domingão tucano azedou


Por TIAGO OLIVEIRA

O domingo não estava mesmo para os tucanos. Em Curitiba, o genro-fantasma arrastava correntes pela convenção estadual do PSDB, que pode também ser denominada de palanque autopromocional de Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa, e também da volta à exibição pública do governador Beto Richa, acompanhado das bajulações de sempre, que assumiu a presidência estadual do partido. O líder do governo do Beto na Assembleia, deputado Ademar Traiano, lançou o “patrãozinho” provinciano para a disputa ao Palácio do Planalto em 2014. Ele nem bem disse a que veio nesses 100 primeiros dias de governo e os “azuis” já sobem no salto. Típico!
Coincidentemente, o manifesto boca-aberta acontece no mesmo dia em que o candidato natural da legenda, o senador por Minas Gerais, mas residente na cidade do Rio de Janeiro, Aécio Neves (PSDB), tem sua carteira nacional de habilitação – que estava vencida – apreendida em blitz carioca de fiscalização da Lei Seca. O senador tucano se negou a fazer o teste do bafômetro, com base no direito que todo cidadão tem de não produzir provas contra si mesmo. O que é praticamente uma declaração de culpa…
Virou piada no Twitter o episódio. O blogueiro e internauta Cleverson Lima defende a tese da troca de número da legenda tucana: de 45 para 51. Ironias à parte, a quebra de decoro parlamentar por infringir as leis de trânsito é assunto pra lá de sério! É ou não é?
Os tucanos de plumagem nacional tentam apagar o incêndio com a promoção de FHC para o remake de “A Volta dos Mortos-Vivos”. Por aqui, o tucanato de plumagem provinciana quer turbinar a imagem do Beto e viaja na maionese ao acreditar que o “arrastar de correntes” e outros deslizes do Zé Bonitinho em alta velocidade, que não colam pejorativamente na sua imagem por graça e conivência da imprensa estadual, passaria batido na cena política nacional e na crítica opinião pública que ainda existe lá fora, a ponto de lhe render um posto desses. Vai confiando!  Por sinal, o que será que pensa o senador Álvaro Dias sobre essa intenção traiânica? O domingo realmente não foi o dia dos tucanos. Aliás, só coroou o desfecho da semana em que a oposição deu uma de avestruz e os aliados de Lula e Dilma gritaram a plenos pulmões: “Fala, FHC”!

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