“Nós fizemos isso para ajudar o clube, não para ganhar dinheiro. Ninguém aqui quer ganhar dinheiro com jogador, nem precisa disso”, disse o presidente paranista.
Em 11 meses de atividade, a empresa tem porcentuais dos direitos econômicos de cerca de 20 atletas na Vila Capanema. De Kelvin, por exemplo, a fatia chegava perto dos 55%. Jogadores como Elvis – hoje no Atlético-GO – e Diego também pertencem, em boa parte, à Invest Esporte. Além deles, várias outras promessas das categorias de formação paranista tiveram os direitos econômicos adquiridos no primeiro ano da gestão de Aquilino no Tricolor.
De acordo com o presidente do clube, a empresa foi montada para oficializar alguns empréstimos feitos ao Paraná por torcedores bem-sucedidos empresarialmente que estavam dispostos a ajudar – ele, por exemplo, atua no ramo agrícola.
Aquilino Romani possui 20% – segunda maior cota no empreendimento – da Invest Esporte Marketing Desportivo Ltda. O sócio majoritário do grupo é a GSM, organização da qual Renato Trombini, conselheiro tricolor, é o diretor-presidente.
Ainda segundo o mandatário do penúltimo colocado do Estadual, os porcentuais dos atletas ficariam como garantia para os credores reaverem as aplicações financeiras. Na prática, porém, o negócio se trata de uma transação simples de compra e venda. Com isso, mesmo que hoje o Paraná tivesse recursos e quisesse quitar o “empréstimo”, com o intuito de reaver seus atletas, não poderia.
A Invest Esporte teria surgido de um aporte financeiro feito por Trombini, em janeiro de 2010. O valor, entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, serviria para o Tricolor pagar dívidas urgentes. Em troca, a empresa ficou com o porcentual de vários atletas. O Conselho Deliberativo aprovou a transação.
“Claro, todos eles [conselheiros] sabem. Só não vamos criar polêmica e sempre nos crucificar. Quando nós botamos dinheiro para resolver as contas vocês acham que estamos tirando jogadores do clube, então é difícil [...] Quando tem de fazer empréstimo pessoal para pagar conta não aparece ninguém da imprensa, nem torcedor, nem ninguém”, defende-se Romani.
Embora provoque questionamentos éticos, não há vedação legal no estatuto da agremiação ou no ordenamento brasileiro que impeça o negócio alinhavado pelo presidente tricolor.
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