Organizações feministas peruanas convocaram uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (01/06) para lembrar que os casos de esterilizações forçadas praticadas em milhares de mulheres no país durante o mandato de Alberto Fujimori seguem abertos em diversos tribunais internacionais.
O encontro foi organizado após declarações de Rafael Rey, aspirante à Vice-Presidência ao lado da candidata Keiko Fujimori. Segundo ele, as esterilizações não foram feitas “contra a vontade” das mulheres, mas “sem seu consentimento”.
María Ysabel Cedano, da organização Demus, explicou que, em 2010, depois que a Procuradoria peruana arquivou definitivamente 2.074 denúncias, foi apresentado à CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) um novo pedido de abertura de processo por dois casos de mulheres submetidas a esterilizações sem serem informadas previamente.
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