A matéria a seguir saiu na integra na Revista Fórum (só seguir o link). Pelo sim, pelo não, achei interessante reproduzir parte dela aqui...
O cheiro de "marmelada à mineira" ainda não sumiu de todo e continua incomodando.
Futebol e capitalismo: Galo e Cruzeiro, a que ponto chegamos
Os relatos acerca de uma possível tramóia no jogo entre Atlético-MG e Cruzeiro já circulavam na sexta-feira. Kalil e Perrella teriam se reunido com Ricardo Guimarães, presidente do BMG, na quinta.
...As suspeitas nos bastidores
Eis que, na sexta-feira, dia 2 de dezembro, dois dias antes do clássico derradeiro, a jornalista esportiva Ludymilla Sá, que trabalha no jornal Estado de Minas, em seu blog De Salto Alto, publicou uma postagem chamada “Respeito é bom e a massa gosta!”, que terminava seu texto dizendo: “O último dos absurdos ventilado aos quatro cantos da capital mineira é que o BMG vai trocar uma derrota alvinegra para salvar o Cruzeiro do rebaixamento em troca do anúncio de Diego Tardelli nesta segunda-feira. Seria inadmissível e imperdoável, um verdadeiro desrespeito aos atleticanos, que só fizeram sofrer nos últimos anos com o fantasma da Segunda Divisão. Uma humilhação! A massa, que jamais abandonou o time, não merece uma afronta dessas. Por isso não acredito que o Galo, diante do maior rival, vai colocar em risco essa relação de tanta cumplicidade.”
Em seguida, o portal Dom Total, da faculdade belo-horizontina Dom Helder Câmara, publicava uma matéria chamada “Possibilidade de entrega causa revolta à torcida do Galo” que repercutiu as informações publicadas pela jornalista Ludymilla Sá seguida da resposta do presidente atleticano Alexandre Kalil em seu Twitter, na mesma sexta-feira, que disse: “Entregar o jogo para o cruzeiro?! Tem gente achando que eu sou algum vagabundo?”
A postagem de Ludymilla em seu blog, a matéria do portal Dom Total e a declaração de Kalil se deram na mesma sexta-feira, durante a tarde e a noite. Bastidores agitados?
As suspeitas não pararam por aí
O Atlético Mineiro vinha de uma ótima campanha no returno, contando com o melhor rendimento defensivo dentre os vinte clubes, enquanto o Cruzeiro só havia obtido duas vitórias e tinha o pior ataque do returno.
A tendência e a expectativa óbvia seriam as apostas no time de melhor campanha recente, correto? Não. Por toda a sexta-feira, as apostas do chamado “bicho”, feitas no Centro de Belo Horizonte, para ver quem ganharia o clássico, só dava Cruzeiro, como circularam rumores de alguns atleticanos em redes sociais.
Correu ainda um boato na comunidade da torcida organizada Galoucura (que, sabe-se, apóia Kalil e é apoiada por este) na rede social Orkut, ainda no dia 2 de dezembro, de que teria havido uma suposta reunião na quinta-feira entre o presidente atleticano, Alexandre Kalil, o presidente cruzeirense e senador pelo PSDB-MG, Zezé Perrella, e o presidente do Banco BMG, Ricardo Guimarães, onde se tirou um acordo que o Atlético Mineiro iria entregar o resultado do jogo para a equipe celeste. Em troca, o presidente do Banco BMG teria garantido a contratação do atacante que foi ídolo da massa alvinegra que havia sido vendido para o futebol russo, Diego Tardelli, cujo passe, especula-se, está na casa dos 8 milhões de reais. Houve rumores não confirmados que a reunião teria sido em uma churrascaria da zona sul da capital mineira, na quinta-feira (1).
Além disso, Flavinho Guimarães, filho de Ricardo Guimarães, teria dito a amigos como Felipe Kallas que os zagueiros Réver e Leonardo Silva, responsáveis pela melhor defesa do returno do campeonato, haviam sido comprados, corrompidos, mas que não se sabe se por Perrella ou BMG (ou ambos!)...

Depois todo mundo viu o que aconteceu: o Galo entregou o jogo por 6 a 1 - a maior vergonha da nossa história - e a empresa cruzeiro, de repente, ficou pobre, começou a atrasar salários, coisa que nunca havia acontacido. Uma lambança geral.
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