Fumo: produtores e indústrias divergem sobre reajuste
Da assessoria do Deser
Com controle da classificação em seu poder, indústrias manipulam margem de lucro. Preços melhores hoje criam ilusão que pode levar ao aumento exagerado da área plantada na próxima safra e consequente queda dos preços.
O Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais (Deser) adverte que o aumento proposto pelas indústrias fumageiras não cobrem a queda nos preços ocorrida na safra passada. De acordo com dados da própria AFUBRA – Associação dos Fumicultores do Brasil -, enquanto na safra 2009/2010 o preço médio ficou em R$ 6,35/Kg, na última safra esta média baixou para R$ 4,93/Kg.
Classificação manipulada
“Nesta balança de pesos e medidas, a sobra de tabaco no mercado continuará afetando diretamente apenas uma classe: a do fumicultor brasileiro”, diz a técnica do Deser, Cleimary Zotti. “Daí a importância de se buscar alternativas de diversificação e até mesmo de substituição do cultivo de tabaco, que possam proporcionar maior autonomia e qualidade de vida aos agricultores”, completa.
Recordes de produção e exportação
Em 2010, o Brasil foi responsável pela produção de 781 mil toneladas de tabaco, que correspondem a 10,9% da oferta mundial, segundo dados da FAO, o organismo das Nações Unidas para alimentação e abastecimento. Em 2011, o país exportou 545 mil toneladas, que proporcionaram a arrecadação de US$ 2,9 bilhões, de acordo com a Secretaria de Comércio exterior (Secex) do Ministério do desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Esses números conferem ao Brasil as posições de segundo maior produtor e maior exportador de tabaco no mundo desde 1995.
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