1.
CONTROLE:
Ø
Tomada de Contas Especial: Em 2011, o Ministério da Saúde instaurou 308 processos de Tomada de
Contas Especiais – instrumento de que dispõe a administração
pública para ressarcir-se de eventuais prejuízos que lhe forem causados.
No ano passado, foram restituídos mais de R$
5,2 milhões aos cofres públicos,
referentes a 118 processos instaurados pelo Ministério ao longo dos últimos
anos. Outros 28 processos simplificados, cujos valores são inferiores a R$ 23
mil, foram inscritos em dívida ativa, o que representa um retorno potencial de mais R$ 3,6 milhões.
Ø Auditorias: Em 2011, o Ministério da Saúde realizou 1.001 auditorias em todo o país, além
de outras 3 mil visitas técnicas
para verificar a qualidade dos serviços e, principalmente, combater o
desperdício de recursos da saúde. Mais de 60% das auditorias foi proposta por
pelo próprio Ministério da Saúde. As auditorias resultaram na proposição de ressarcimento de aproximadamente R$ 210,8 milhões ao Fundo Nacional de Saúde.
O Ministério também realizou ações
inéditas de fiscalização e de avaliação do acesso e da qualidade dos
serviços oferecidos pelo SUS, entre elas:
·
Ação de fiscalização sobre
recursos repassados para tratamento de glaucoma (novembro);
·
Ação periódica para reforçar
fiscalização do Aqui tem Farmácia Popular (outubro);
·
Força-tarefa para avaliar
qualidade de exames preventivos contra câncer do colo do útero (agosto);
·
Força-tarefa para avaliar
hospitais psiquiátricos de todo o país (julho);
·
Força-tarefa para verificar
funcionamento dos mamógrafos do SUS (abril).
Ø
Farmácia Popular: Além das
auditorias periódicas
nas mais de 20 mil farmácias do país, novas medidas de segurança foram incorporadas ao programa para
evitar fraudes. Entre elas está a blindagem eletrônica das transações e a
identificação, no cupom de venda, do atendente e do
telefone 136, da Ouvidoria do Ministério da Saúde, para consultas ou denúncias.
Como resultado, 418 farmácias foram
multadas em 2011, enquanto outras 116
foram descredenciadas e 975 bloqueadas
temporariamente para acesso ao sistema do programa. Ainda assim, número de pessoas beneficiadas passou de 1,2 milhão, em janeiro de
2011, para 3,9 milhões em janeiro de 2012.
Ø
Controle sobre profissionais: Em março do
ano passado, o Ministério implantou novas
regras para evitar irregularidades nas informações prestadas por
profissionais, gestores e unidades de saúde ao Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (CNES). A iniciativa implicou na suspensão de 23.796 agentes comunitários de saúde, 3.305 equipes de Saúde da Família e 2.902 equipes de saúde bucal.
Ø
Controle sobre repasses federais: Em junho de
2011, por meio de decreto presidencial (nº 7.507, de 27 de junho de 2011), os municípios passaram a receber verbas
através de contas específicas e a movimentar o dinheiro da saúde apenas por
meios eletrônicos. O decreto ainda vetou
o saque em espécie, “na boca do caixa”, das transferências federais. O Ministério da Saúde também passou a exigir a
regularização dos fundos municipais no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
(CNPJ). Hoje, 100% dos
municípios já informaram a regularidade do CNPJ dos fundos de saúde.
2. GESTÃO:
Ø Economia de
recursos: Em 2011, o Ministério economizou
mais de R$ 1,7 bilhão com a compra de medicamentos e insumos – resultado da
adoção de ferramentas como a utilização de banco de preços internacionais,
negociação direta com os fabricantes e centralização da compra de alguns
produtos.
Ø Ouvidoria:
Em fevereiro deste
ano, o Ministério da Saúde passou a distribuir cerca de 600 mil Cartas SUS por mês, que são enviadas para
todo paciente internado na rede pública. Além de gerar relatórios sistemáticos
de avaliação sobre o atendimento recebido no SUS, a iniciativa ajudará o Ministério da Saúde a identificar fraudes a
partir de denúncias dos cidadãos.
Ø
Decreto nº 7.508: o decreto presidencial institui mecanismos de controle mais eficazes e
instrumentos para que o Ministério atue na pactuação e no monitoramento das
ações realizadas na rede pública. Uma das mudanças introduzidas pelo decreto
foi a criação do contrato de ação pública, que define atribuições e
responsabilidades, inclusive financeiras, dos municípios, estados e Governo
Federal na prestação de serviços de saúde, o financiamento e as metas para cada
ação.
3. TRANSPARÊNCIA:
Ø
Em março de 2011, o
Ministério lançou um sistema de consulta com informações sobre todos os
repasses de recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos municípios
brasileiros. Em novembro, o sistema foi aprimorado e informações sobre convênios,
licitações em curso, planos e relatórios de gestão da União, dos estados e dos
municípios passaram a interar o Portal Saúde
com Mais Transparência (www.transparencia.saude.gov.br).
A ferramenta, desenvolvida em parceria com a
Controladoria-geral da União (CGU), permite o acompanhamento do gasto com a
saúde pública, reforçando o controle
social sobre os recursos do SUS.
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