Acaba de ser divulgado o Mapa da Violência 2012
Acesse em pdf o caderno complementar do Mapa da Violência 2012 - Homicídio de Mulheres no Brasil
Segundo o estudo do Instituto Sangari - coordenado pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfiz e realizado em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) -, de 1980 a 2010, foram assassinadas no país cerca de 91 mil mulheres, 43,5 mil só na última década. O número de mortes nesses 30 anos passou de 1.353 para 4.297, o que representa um aumento de 217,6% nos índices de assassinatos de mulheres.
Mais informações: Mapa da Violência 2012 - Instituto Sangari (abril de 2012)
Veja também a cobertura da imprensa:
'É alarmante, por exemplo, que, como mostra o Mapa, a aprovação da Lei Maria da Penha pouco contribuiu para reduzir as taxas de homicídio. Falta ao tema a centralidade que ele merece. E marginalizar esse tipo de violência é vitimizar ainda mais as mulheres.' -Mulheres em risco, por Paula Mirglia (iG - 12/05/2012)
'A redução dos conflitos domésticos está, segundo o Instituto Patrícia Galvão - especializado em violência contra a mulher -, na construção de uma rede protetora que dê suporte psicológico à vítima. 'Não basta abrir mais delegacias especializadas pelo País. A mulher dificilmente faz a denúncia imediatamente. Muitas vezes, ela até se sente culpada ou na obrigação da salvar o casamento. É nessa hora que precisa encontrar uma rede de acolhida para desabafar e receber orientação, antes de procurar a polícia', diz Jacira Melo, diretora executiva da entidade.' - A cada duas horas, uma mulher é assassinada no País (O Estado de S. Paulo - 08/05/2012)
Análise: Justiça e educação em defesa da vida, por Ingrid Leão (O Estado de S. Paulo - 08/05/2012)
'A pesquisa mostrou que foram registradas mais de 48 mil ocorrências de agressões contra mulheres no Brasil em 2011. Dessas, 5 mil não possuíam informações sobre o local. Em 68,8 % dos casos restantes, a mulher sofreu a agressão na própria residência.' - Em 30 anos, homícidio de mulheres no país triplicou, diz estudo (G1 - 07/05/2012)
'Em mais da metade dos casos analisados (56%), a força corporal ou o espancamento são os meios mais utilizados pelos agressores nesse quadro de violência contra a mulher. Outros casos mais comuns são: ameaça (22,4%), uso de objeto perfurante/cortante (8,2%), objeto contundente - como pedaço de madeira ou ferro (4,8%) e enforcamento (3,8%). O índice da reincidência também surpreendeu. Em 51,6% dos atendimentos foi registrada a reincidência, em aproximadamente 38 mil casos. Esse cenário é mais forte entre as vítimas entre 20 e 60 anos ou mais – índice chega a 62,5%.' - Mais de 43 mil mulheres foram mortas no País na última década, diz estudo (iG - 07/05/2012)
'Em vigor, desde 2006, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres. Segundo o sociólogo Júlio Jacobo, autor do Mapa da Violência, os indicadores de violência estagnaram desde a mudança da legislação. "Não está aumentando, mas ainda estamos ainda na UTI, mesmo sem o agravamento do quadro", explicou o pesquisador à Agência Brasil.'- Levantamento revela permanência da violência contra mulher mesmo após a Lei Maria da Penha (Agência Brasil - 07/05/2012)
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