na FolhaWeb (via Flávia Prazeres)
Londrina - De acordo com o Atlas do Trabalho Escravo no Brasil, estudo desenvolvido por especialistas de várias áreas, o Paraná é o Estado da Região Sul em que foram localizados mais trabalhadores nessa condição entre 1995 e 2006. Ao todo, foram 122 trabalhadores libertados em ações de fiscalização. Em Santa Catarina, foram apenas 54, e no Rio Grande do Sul, 35.
Segundo o procurador Luercy Lino Lopes, representante do Paraná na Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, do Ministério Público do Trabalho (MPT), desde 1995 as atividades econômicas com mais incidência do crime no Estado são o reflorestamento, especialmente a produção de pinus, e a exploração de erva-mate. Em áreas rurais, também já ocorreram flagrantes em lavouras de tomate, laranja e batata.
''Na área urbana, foram encontrados também trabalhadores em situação análoga à de escravidão. Muitos registros ocorrem na construção civil, principalmente com a vinda de trabalhadores nordestinos para suprir a necessidade de mão de obra'', diz o procurador.
Lopes cita que as regiões do Vale do Ribeira, Sul e Central são as áreas do Paraná com mais registros. O procurador acredita que a PEC é um reforço importante às ações dos órgãos que combatem o trabalho escravo. ''É necessário frisar que a expropriação (das propriedades onde ocorrerem flagrantes) não será imediata. Há previsão de todo o procedimento legal e direito de ampla defesa'', explica.
O estado campeão em número de trabalhadores libertados entre 1995 e 2006, de acordo com o Mapa do Trabalho Escravo, é o Pará, com 7.627 casos. O menor número de libertações foi registrado no Amazonas: apenas 28.(F.G.)
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