Inaugurado em março deste ano, centro médico tem apenas quatro dos oito especialistas previstos para atender ao público da terceira idade
na Gazeta do Povo
Quase quatro meses após a inauguração, o Hospital do Idoso Zilda Arns, em Curitiba, ainda não funciona com toda a capacidade. Faltam médicos especialistas em algumas áreas, fazendo com que leitos não sejam usados e alguns serviços não funcionem plenamente. Inaugurado em 29 de março deste ano, o centro médico tem apenas 70% da capacidade utilizada.
O concurso realizado no dia 3 de fevereiro deste ano ainda não conseguiu preencher todas as vagas destinadas a médicos geriatras, anestesiologistas e radiologistas. No caso da geriatria, profissionais classificados para o cargo de clínico-geral foram chamados para suprir as vagas. Atualmente o hospital tem quatro especialistas na área, metade do que o centro médico precisa. No concurso, 12 foram selecionados, mas nem todos estavam qualificados para o cargo ou não responderam ao chamado. “Há escassez de profissionais dessa área”, diz a diretora-geral do hospital, Tereza Kindra.
De acordo com Tereza, mesmo após a inauguração os profissionais precisaram ser chamados e treinados. Por isso, nem todas as especialidades funcionam com 100% dos leitos e equipamentos oferecidos pelo centro médico, localizado no bairro Pinheirinho. “Esperamos, com o tempo, atingir pelo menos 90% da capacidade do hospital”, afirma.
Outras carências
Além de geriatras, o hospital carece de anestesiologistas. Apenas seis dos oito especialistas previstos no edital da prova foram contratados, apesar de 33 profissionais terem sido aprovados no concurso. Foram chamados mais dois dos classificados no início de julho para ocupar as vagas restantes. Caso eles não compareçam, nas próximas semanas uma nova chamada será feita para o complemento das vagas em aberto.
No caso dos radiologistas, das 13 vagas previstas, 12 foram ocupadas. Entretanto, segundo a diretora-geral do hospital, a falta de um especialista não prejudica as consultas oferecidas no centro médico. No total, de acordo com Tereza, 98 médicos trabalham regularmente no hospital. Dos 79 leitos clínicos disponíveis, 70% estão em uso. Na Unidade de Terapia Intensiva, segundo a diretora, os 20 leitos construídos funcionam normalmente.
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