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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Financiamento da saúde é o maior problema das prefeituras


na FSP


Financiamento da saúde é o maior problema das prefeituras hoje. Mobilidade urbana será em breve o grande desafio das cidades médias. E a crise internacional reduzirá os orçamentos.



Essas foram algumas das conclusões do debate entre prefeitos do interior paulista realizado na Folha ontem.


Segundo o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), a rede de saúde municipal atrai moradores da região "sem receber por isso".


Cury e os prefeitos de Sorocaba, Vítor Lippi, e de Piracicaba, Barjas Negri, todos do PSDB, criticaram a política para a saúde da presidente Dilma.


"O Ministério da Saúde tem diminuído sua participação no financiamento da saúde", afirmou Negri.


Para melhorar o trânsito, Cury e Lippi defenderam a ampliação das ciclovias, o desestímulo aos carros e a desoneração do transporte público.


Já Negri disse que devem haver "grandes investimentos" em avenidas, "para fazer carros e motos que estão sendo vendidos rodarem".


As três cidades têm montadoras de veículos.


Os três prefeitos, que estão no último ano de seu segundo mandato e não podem se reeleger, afirmaram que todos os prefeitos terão dificuldades para fechar o caixa por causa da crise iniciada em 2008.


Todos concordaram que prefeituras de uma mesma região têm de trabalhar em conjunto para resolver problemas locais.

Comentário: No que toca a saúde, os prefeitos estão contando só metade da história. E digo mais. O prefeito Barjas Negri (aquele que afirma que 'devem haver "grandes investimentos" em avenidas, "para fazer carros e motos que estão sendo vendidos rodarem') mente, quando afirma que o governo federal tem diminuído sua participação no financiamento.

O gráfico abaixo, ilustrando a participação de união, estados e municípios, mostra exatamente o contrário:


Aliás, o incremento dos recursos da União para a saúde, evoluiu ACIMA do aumento do orçamento da União.

Aumento do Orçamento da União 2001 – 2011

R$ 977 milhões para R$ 1,9 trilhão = 96% 

Aumento acumulado  orçamento Saúde

111,88%


Em tempo: TODOS os prefeitos entrevistados são tucanos.


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