na FSP
Financiamento da saúde é o maior problema das prefeituras hoje. Mobilidade urbana será em breve o grande desafio das cidades médias. E a crise internacional reduzirá os orçamentos.
Essas foram algumas das conclusões do debate entre prefeitos do interior paulista realizado na Folha ontem.
Segundo o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), a rede de saúde municipal atrai moradores da região "sem receber por isso".
Cury e os prefeitos de Sorocaba, Vítor Lippi, e de Piracicaba, Barjas Negri, todos do PSDB, criticaram a política para a saúde da presidente Dilma.
"O Ministério da Saúde tem diminuído sua participação no financiamento da saúde", afirmou Negri.
Para melhorar o trânsito, Cury e Lippi defenderam a ampliação das ciclovias, o desestímulo aos carros e a desoneração do transporte público.
Já Negri disse que devem haver "grandes investimentos" em avenidas, "para fazer carros e motos que estão sendo vendidos rodarem".
As três cidades têm montadoras de veículos.
Os três prefeitos, que estão no último ano de seu segundo mandato e não podem se reeleger, afirmaram que todos os prefeitos terão dificuldades para fechar o caixa por causa da crise iniciada em 2008.
Todos concordaram que prefeituras de uma mesma região têm de trabalhar em conjunto para resolver problemas locais.
Comentário: No que toca a saúde, os prefeitos estão contando só metade da história. E digo mais. O prefeito Barjas Negri (aquele que afirma que 'devem haver "grandes investimentos" em avenidas, "para fazer carros e motos que estão sendo vendidos rodarem') mente, quando afirma que o governo federal tem diminuído sua participação no financiamento.
O gráfico abaixo, ilustrando a participação de união, estados e municípios, mostra exatamente o contrário:
Aliás, o incremento dos recursos da União para a saúde, evoluiu ACIMA do aumento do orçamento da União.
Aumento do Orçamento da União 2001 – 2011
R$ 977 milhões para R$ 1,9 trilhão = 96%
Aumento acumulado orçamento Saúde
111,88%

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