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O programa Medicare se tornou a principal questão de saúde pública na campanha eleitoral dos EUA, superando a polêmica em torno da lei de saúde do presidente Barack Obama, segundo uma pesquisa realizada no momento em que a definição do candidato republicano a vice-presidente colocou esse tema na linha de frente da disputa.
O deputado Paul Ryan, indicado no sábado como companheiro de chapa do pré-candidato presidencial Mitt Romney, ficou conhecido por um plano de redução do déficit público que inclui mudanças no Medicare, o programa de saúde pública para idosos, que é muito custoso, mas popular.
A ONG Fundação Família Kaiser disse nesta quinta-feira que 73% dos entrevistados em sua pesquisa qualificaram o Medicare como "muito importante" ou "extremamente importante" para a definição do seu voto. Em outra pesquisa da entidade, feita na semana anterior, 58% dos adultos - incluindo 55 por cento dos republicanos entrevistados - eram favoráveis a manter o Medicare como é hoje, garantindo benefícios a todos os idosos.
Ryan propôs transformar o Medicare em um programa que forneça um pagamento fixo aos futuros aposentados, para que eles possam optar entre pagar o Medicare tradicional ou contratar um plano de saúde privado. Críticos dizem que o plano obrigaria os idosos a gastarem em média milhares de dólares adicionais per capita por ano com a sua saúde.
Apenas 36% dos adultos - incluindo 39% dos republicanos - se dizem favoráveis à proposta de Ryan, segundo a pesquisa feita pela Fundação Família Kaiser e pelo The Washington Post entre os dias 25 de julho e 5 de agosto. Os democratas estão atacando o plano de Ryan, apontando-o como "o fim do Medicare tal qual o conhecemos". Já os republicanos acusam o governo Obama de ter cortado 716 bilhões de dólares do programa para bancar o "Obamacare", lei de saúde pública que desagrada a muitos eleitores.
A pesquisa da Fundação Kaiser entre 7 e 12 de agosto mostra que o "Obamacare" não parece estar mobilizando tanto os eleitores quanto o Medicare. A reforma da saúde pública adotada pelo atual presidente aparece apenas como a quinta questão de saúde pública mais importante, sendo considerada "muito" ou "extremamente" importante para 59% dos entrevistados.
O Medicare empata com os custos médicos - o que inclui planos de saúde - no topo das preocupações dos eleitores no quesito saúde pública, segundo a pesquisa.
SAÚDE
OBAMA
A reforma de saúde de Obama é um de seus principais cabos eleitorais. Ao mesmo tempo, um dos principais alvos de críticas entre suas ações. OAffordable Health Care Act, de março de 2010, propôs uma série de reformas para que o seguro de saúde fosse estendido a todos os americanos, tornando-o uma espécie de imposto.
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