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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cena num ônibus curitibano.

A mulher entra no ônibus correndo. Estava vazio, ainda no terminal. Ela senta afoita no banco vermelho disponível. Era preferencial para idosos e gestantes, mas ela nem esperou para ver se alguém tinha prioridade. Já garantida, falou para o sujeito ao lado.

- Esse ônibus de Curitiba é uma droga. Em São Paulo, não tem isso de cadeira vermelha. Agora, se chegar um aleijado ou um velho eu tenho que levantar.

O que ela não sabia é que os bancos preferenciais existem especialmente por causa dela e de gente que pensa igual. Se todos tivessem bom senso e dessem lugar quando é o caso, não precisava ter regra. Nem cor diferente de cadeira...

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