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terça-feira, 16 de outubro de 2012

"Neutralidade" do Ducci e do Beto lembra o jeito como eles governam: PURA FIGURAÇÃO



Curitiba, 20 horas e 24 minutos de hoje, estou em frente a Clube Literário do Portão. 

Saindo lá de dentro, um grupo grande de pessoas (um desavisado pensaria trata-se da saída de um culto da igreja universal),  todos com adesivos do Ratinho Jr.

Posso ver o Fábio Camargo (deputado do PTB, base da Dilma) indo embora apressado.

Estacionado sobre a calçada na frente do clube, o “Mousecar”  e lá dentro , carros de campanha do candidato.


Curioso que sou, entro no clube.

No saguão, estão instaladas duas mesas.

Em uma delas são distribuídas “fichas de cadastro”. 

Pergunto para uma das mocinhas do que se trata.

Solícita e sorridente ela informa:
-“São fichas para o pessoal dos postos de saúde que ‘vão’ [sic] ajudar na campanha do Ratinho”.
-”Você é servidora da saúde?”
-”Eu não, mas ela aqui é”. Responde apontando para a colega ao lado.

As fichas preenchidas são entregues na outra mesa acompanhadas de cópias xerox dos documentos das pessoas cadastradas. As cópias são feitas ali mesmo em uma copiadora instalada ao lado.

Sobre a mesa, diversas pastas para organizar a papelada. Cada uma delas com o nome da respectiva Regional. Três ou quatro mocinhas recebem a papelada, conferem e arquivam nas pastas respectivas.



Sigo em frente. No salão do clube a reunião está no final. Aqui e ali comissionados conversando com grupos de servidores.

Junto ao palco (emblemático isso né? JUNTO AO PALCO!), cercado por um pequeno fã clube, o candidato posa para fotos.




Segundo informações colhidas, as chefias tem espalhado para quem queira ouvir, que “apareceu uma luz no fim do túnel”, depois de perdida a eleição.

A solução para manter as coisas todas do jeito que está é entrar de cabeça na campanha do Ratinho Jr.

Em alguns Distritos Sanitários, as chefias e autoridades sanitárias tem mostrado resistência em assumir a campanha e a defesa das “novas-idéias-nem-tão-novas-assim-muito-menos-originais”.

A resposta que vem dos escalões mais altos é direta: Quem não abraçar a campanha deve entregar o cargo de imediato.

Simples assim.

Esta é a "neutralidade" do Ducci, do Beto e daqueles que não querem perder a boquinha.

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