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quinta-feira, 21 de março de 2013

“Solução técnica” na Secom mostra que Globo manda no governo

Emprego garantido na Fundação Roberto Marinho…


Funcionário de carreira do Banco do Brasil, ele substitui Yole Maria de Mendonça, que se aposentou.

Na queda de braço pela indicação do número 2 da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, comandada pela ministra Helena Chagas, venceu o favorito da ministra. Roberto Messias, funcionário de carreira do Banco do Brasil, assume a secretaria executiva da Secom-PR, lugar ocupado até então por Yole Maria de Mendonça, que se aposentou no mês passado.

Yole Mendonça, também funcionária concursada do BB, cuidou desde o primeiro dia do governo Dilma das verbas publicitárias do governo federal, defendendo, sempre, o critério técnico na comunicação oficial. Messias era o seu braço-direito e deve prosseguir com essa tônica.

O novo número 2

Dilma Rousseff bateu o martelo: o número 2 da Secom, será Roberto Messias, funcionário de carreira do Banco do Brasil. Messias trabalhava até o início do ano com Yole Mendonça, a secretária-executiva da Secom que se aposentou no mês passado.

Era o nome preferido de Helena Chagas para o cargo que tem como missão principal alocar as verbas publicitárias do governo. Nas duas últimas semanas, lobbys variados tentaram alçar ao posto alguém ligado ao PT. Venceu a solução técnica.

PS do Viomundo: 

A “solução técnica” significa que o governo mantém a política de, ainda que lenta e dissimuladamente, sufocar a imprensa alternativa e independente, justamente aquela que faz as críticas ao PT e ao governo Dilma pela esquerda. Sinaliza que a presidente e parcela significativa dos burocratas do PT se sentem muito mais à vontade fazendo média com os barões da mídia nos bastidores do que defendendo o que prega a Constituição. É mais um indício da conversão do PT no partido do establishment e dos negócios. E, como se sabe, a grande mídia é totalmente favorável a qualquer tipo de “negócio” que beneficie a seus patrocinadores, ainda que atropele o interesse público. A lenta morte da mídia contra-hegemônica reflete o descarte das ideias que ela representa por setores ligados aos governos do PT. O Viomundo não aceita verbas publicitárias de governos, empresas estatais ou públicas, mas acredita que é obrigação de um governo de esquerda estimular a diversidade e a pluralidade, como está previsto na Constituição.

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