O cara que está por lá representando o ministério é um indivíduo muito comprometido, com tremendo senso ético, conhece o SUS por dentro desde o início da luta pela implementação do sistema.
Evidentemente um camarada engajado como este, questiona, socializa dados com os outros conselheiros, rompe o domínio/monopólio da informação (expediente tão habilmente manipulado pelos gestores por aí).
A turma da secretaria de saúde do estado em questão não estava acostumada com isso.
O secretário rapidinho partiu para acionar seus contatos no andar de cima.
Relatou aos prantos que a atuação do conselheiro estaria atrapalhando as iniciativas da gestão e até contou que o cara - vez por outra - estaria falando mal do próprio ministério da saúde!
Imaginem só o tremendo sacrilégio! Um conselheiro que não fala só "bem"!?!
Resultado: Semana passada chegou um ofício trocando o conselheiro.
Sem conversa, sem diálogo, para salvar a vaidade do secretário, a coisa foi feita assim...
...por ofício.
Ao arrepio de qualquer conceito que a gente (do ministério da saúde) passa adiante quando vai aos estados e municípios explicar o que é "Controle Social" e "Participação da Comunidade".
Na foto, um exemplar do conselheiro dos sonhos do gestor
EM Ctba.. pelo menos até o final da última gestão... tal situação JAMAIS ocorreria! Jamais, pois qualquer pessoa não 'tolerada' pela SMS seria eleita conselheiro(a). Só são eleitos os "conselheiros amigões". Pior, nos outros segmentos sempre existiu grande interferência dos gestores da SMS na eleição das respectivas representações. Acho que excessão digna de nota é a representação dos trabalhadores pelo SISMUC e o Forum Popular de Saúde, que sempre se mostraram isentos. Já os conselhos e associações de classe, representantes de prestadores e até mesmo alguns representantes de usuários possuem as digitais dos gestores muncipais.
ResponderExcluirTorcendo para que tal prática coronelista acabe, já que estamos em ano de Conferência e eleição do CMS,
abraços, Antonio C Nascimento.