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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Casualidades, salamaleques e "Misericórdias"

Casualmente, no exato dia em que a Gazeta do Povo publicou matéria inspirada pela FEMIPA- Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Paraná sobre um suposto atraso ('suposto' é palavrinha que sido muito empregada pelo linguajar tucano) no pagamento dos hospitais filantrópicos de Curitiba, o secretário estadual de saúde do Bebeto Bronzeado(*), Michele Caputo Neto, participava de convescote montado para a entrega de equipamentos para a implantação de cinco leitos especializados em atendimento a recém-nascidos na Santa Casa de Maringá.

Na verdade, eram três respiradores e três oxímetros, ou seja, equipamentos para apenas três leitos dos cinco que deverão ser 'supostamente' inaugurados (usando o linguajar tucano) apenas em fevereiro... 

Evidentemente, em fevereiro deverá ocorrer (casualmente) uma nova rodada de salamaleques inauguratórios.

Casualmente, esteve participando dos salamaleques o ex-prefeito não eleito de Curitiba, Luciano Ducci, reprovado liminarmente no primeiro turno da eleição em 2012 e pré-candidato a deputado federal em 2014.

Casualmente, o Sr. José Pereira, superintendente administrativo da Santa Casa e um dos responsáveis pelo convescote e pelos salamaleques, é também 1º vice-presidente da FEMIPA, entidade que casualmente produziu a matéria sobre o atraso no mesmo dia em que foram entregues os equipamentos destinados a inauguração que ainda vai acontecer... 

Casualmente, Luciano Ducci ocupava o cargo de prefeito não eleito de Curitiba em 2012 quando deixou uma dívida NÃO EMPENHADA de alguns muitos milhões de reais com hospitais e fornecedores da saúde. 

A secretária de saúde de Luciano Ducci, declarou que "o valor [destinado ao pagamento de hospitais e fornecedores] ficou depositado no Fundo Municipal de Saúde para ser quitado em janeiro". 

Esqueceu-se de informar que os atrasos começaram em Outubro (depois do primeiro turno da eleição?) e que, sem o respectivo empenho, não adianta ter dinheiro em caixa, pois despesa não empenhada é despesa não reconhecida. 

Os grandes PhDs da administração pública tem um nome técnico para esta pequena esperteza: o nome é CALOTE.

Casualmente, Luciano Ducci, que foi reprovado liminarmente no primeiro turno da eleição em 2012 e entregou a prefeitura enterrada em dívidas e com vários calotes armados, não foi eleito prefeito, pois era o vice do Bebeto Bronzeado(*).

Casualmente, Bebeto Bronzeado(*) é o atual governador do estado... 

A diferença, é que - no caso do estado - o Bebeto Bronzeado(*) aperfeiçoou o modus operandi e conseguiu adiantar o processo. 

O estado já está quebrado, faltando pouco mais de um ano para o final de seu mandato.

E nisto não reside casualidade alguma.

(*) Bebeto Bronzeado é o nome do Boneco de Ventríloquo que ocupa (mas não exerce) o cargo de governador do Paraná.

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