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segunda-feira, 11 de julho de 2016

OMS cumprimenta Uruguai por vitória em processo da Philip Morris


A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) cumprimentou o governo do Uruguai por ter vencido um processo internacional apresentado pela fabricante de cigarros Philip Morris.

A empresa processou o país pelas regulações implementadas para o controle do tabaco e que estavam de acordo com as obrigações do Uruguai no âmbito do primeiro tratado internacional de saúde pública negociado sob o auspício da OMS.

Consumo de tabaco custa US$33 bilhões para os sistemas de saúde da América Latina, o equivalente a 0,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Foto: EBC

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) cumprimentou na sexta-feira (8) o governo do Uruguai por ter vencido um processo internacional apresentado pela fabricante de cigarros Philip Morris.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Pesquisa indica que Lei Antifumo reduziu em 12% mortes por infarto em São Paulo


Pesquisa desenvolvida pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor) mostrou uma redução de 12% nas mortes por infarto com a adoção da Lei Antifumo. A legislação aprovada no estado de São Paulo em 2009 proíbe fumar em lugares fechados de uso coletivo. Uma norma semelhante foi aprovada em nível federal em 2014.

O estudo feito pelo Incor, que é vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, indicou ainda uma queda de 5% nas internações hospitalares ligadas ao infarto. Para análise dos dados do Sistema Único de Saúde foi usado um modelo estatístico que leva em consideração a influência de outras variáveis, como temperatura e poluição, de modo a isolar os efeitos da lei. 12%
Com isso, foi elaborada uma projeção de quantas mortes e internações por infarto seriam esperadas para o período. Nos primeiros 17 meses após a implantação da medida, o número de mortes por ataque cardíaco caiu 12% (equivalente a 571 casos em números absolutos) e de internações em hospitais, 5% (equivalente a 142 casos).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Souza Cruz é condenada a indenizar fumante por dano moral



Tabagismo: a indenização será paga a uma funcionária pública aposentada, de 83 anos, que alegou ter fumado dois maços de cigarro por dia durante quase 50 anos
Fausto Macedo e Fernanda Yoneya, do Estadão Conteúdo

na Exame

São Paulo - A Justiça de São Paulo condenou a Souza Cruz a indenizar por danos morais a funcionária pública aposentada Dolores Consuelo Zigler, de 83 anos, que alegou ter fumado dois maços de cigarro por dia durante quase 50 anos, desde quando ainda estava na adolescência.

Na ação, Dolores informou que o vício lhe causou complicações pulmonares. Em decorrência do tabagismo, conforme atestado médico que juntou aos autos, sofre de "obstrução do fluxo ventilatório".

A juíza Celina Dietrich Trigueiros Teixeira Pinto, da 15.ª Vara Cível da Capital, fixou a indenização em R$ 20 mil ao reconhecer "nexo causal" entre o cigarro e a doença de Dolores.

domingo, 27 de dezembro de 2015

CIGARRO. A INDÚSTRIA DO TABACO FOCA NOS JOVENS

Os mais sofisticados – e eficazes - métodos de marketing são postos em ação pelos fabricantes de cigarro. Objetivo: seduzir e convencer os mais jovens, vistos como futuros clientes de longo prazo.


Por Marc Mennessier – Le Figaro (via Saúde 247)


Como uma indústria pode sobreviver de modo sustentável ao matar, no decorrer do tempo, a metade de sua clientela e assim, perder a metade de seu mercado? Todo ano, na verdade, milhões de pessoas são vítimas do tabaco no mundo todo (73 mil mortes na França). No final deste século, um bilhão de mortes lhe serão atribuídas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

População apoia que indústrias que causam mal à saúde ressarçam o SUS, diz ONG

Alana Gandra - na Agência Brasil


A população brasileira aprova a ideia que empresas que fabricam produtos que causam mal à saúde, como agrotóxicos e tabaco, devem ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) pelos gastos com o atendimento das pessoas afetadas, de acordo com uma pesquisa encomendada ao Instituto Datafolha pela organização não governamental Aliança de Controle do Tabagismo e Saúde (ACT+). Dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional têm uma temática que se aproxima dessa proposta, embora seja especificamente ligada à indústria do tabaco. Um dos projetos criaria um novo imposto para o setor e o outro um fundo, em ambos os casos os recursos seriam direcionados para o tratamento de doentes vítimas do tabagismo atendidos pelo SUS.

A ACT+ tem foco no controle do tabagismo e das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), entre as quais se incluem doenças circulatórias, respiratórias crônicas, câncer e diabetes, cujos principais fatores de risco são tabagismo, álcool, inatividade física e alimentação não saudável.

Foram entrevistadas 2.041 pessoas maiores de 16 anos de idade em todas as regiões brasileiras. Os resultados apurados mostram que 79% dos consultados concordam que a indústria de agrotóxicos deveria ressarcir o SUS por doenças derivadas do consumo desses produtos; 70% têm a mesma posição em relação à indústria do tabaco; e 63% quanto à indústria de bebidas alcoólicas. No que se refere às bebidas industrializadas, como as açucaradas, e aos alimentos processados do tipo fast-food, o percentual é 53%.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Fumar em veículo que conduza gestante, criança ou adolescente pode virar crime

na Agência Senado


Estará sujeito a pena de dois a quatro anos de detenção, mais multa, a pessoa que fumar em veículo público ou privado que esteja conduzindo gestante, criança ou adolescente. A medida está prevista no PLS 694/2015, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), aprovado em decisão terminativa nesta quarta-feira (2) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O autor propõe incluir a prática entre os crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069/1990). Não terá cometido o crime o fumante que, após ser advertido por qualquer pessoa, apagar o cigarro. Por outro lado, a pessoa reincidente que for condenada pela prática poderá ter a pena aumentada em um terço.

Crivella também propõe modificar a lei que impôs restrições de locais públicos para fumantes (Lei 9.294/1996) para incluir a proibição ao fumo em veículos quando neles estejam gestantes ou crianças e adolescentes.

Para justificar a proposta, o autor cita diversos estudos mostrando que a nicotina pode levar a partos prematuros ou mesmo à interrupção da gestação, além de comprometer o desenvolvimento neurológico de crianças e aumentar a incidência de doenças como bronquiolite, asma e pneumonia, entre outros problemas.

O projeto, que contou com voto favorável da relatora, Marta Suplicy (PT-SP), segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Aumento de impostos serve para conter a epidemia do tabaco, afirma OMS

Aumentar os impostos sobre os produtos de tabaco é uma das formas mais eficazes de reduzir o consumo de produtos que matam e ao mesmo tempo garante receitas substanciais", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. 
O documento foca no aumento de impostos sobre o tabaco. Apesar de 33 países terem impostos que representam mais de 75% do preço de varejo de um maço de cigarros, muitos nações têm taxas de imposto extremamente baixas. Outros nem sequer possuem impostos especiais sobre qualquer produto de tabaco.Muito poucos governos cobram níveis adequados de imposto sobre os cigarros e outros produtos do tabaco. Eles, portanto, perdem uma medida comprovada e de baixo custo para controlar a demanda de tabaco, salvar vidas e gerar fundos para serviços de saúde mais fortes, de acordo com o relatório 'Epidemia mundial de tabaco 2015' lançado nesta terça-feira (07) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Brasil é um dos países que implementou quatro ou mais medidas do MPOWER, um pacote de políticas e intervenções da OMS para reverter o tabagismo em nível mundial. "Aumentar os impostos sobre os produtos de tabaco é uma das formas mais eficazes de reduzir o consumo de produtos que matam, e ao mesmo tempo garante receitas substanciais", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Número de fumantes no Brasil cai 30,7% nos últimos nove anos

Queda é resultado do conjunto de ações promovidas pelo governo federal. Apesar da redução, a proporção de fumantes que utilizam cigarros industrializados de origem ilícita passou de 2,4%, em 2008, para 3,7%, em 2013


O ato de fumar está cada vez menos popular no Brasil. Segundo dados do Vigitel 2014, atualmente, 10,8% dos brasileiros ainda mantém o hábito de fumar – o índice é maior entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%). Os números representam uma queda de 30,7% no percentual de fumantes nos últimos nove anos. Em 2006, 15,6% dos brasileiros declaravam consumir o produto. A redução no consumo é resultado de uma série de ações desenvolvidas pelo Governo Federal para combater o uso do tabaco.

No entanto, um estudo inédito do Instituto Nacional do Câncer (INCA), demonstra que entre os brasileiros que consomem cigarros industrializados cresceu a proporção daqueles que fumam cigarros de origem ilícita. Em 2008, 2,4% dos fumantes obtinha cigarro proveniente do mercado ilegal – em 2013 o percentual passou para 3,7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28/5) em cerimônia comemorativa ao Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio.

domingo, 29 de março de 2015

Se o problema fosse só a nicotina...

Nunca um pequeno cilindro conteve tanto: açúcares, arsênico, solventes e outros venenos

no El País


Os melhores perfumes vêm em pequenos frascos. Pode ser. Mas também os venenos mais potentes. Um pequeno cilindro com tabaco (um cigarro) contém ingredientes que geram até 7.000 produtos diferentes, dos quais 69 são comprovadamente cancerígenos. De fato, aproximadamente 85% dos tumores no pulmão se devem ao tabaco. Mas seus efeitos não param por aí.

Respire fundo: além de ser o principal responsável pela doença já mencionada, consumir tabaco aumenta a probabilidade de desenvolver câncer de boca, laringe e esôfago, e até de outros órgãos aparentemente distantes da fumaça fatal, como o estômago, o fígado, a bexiga, a mama e o cólon. E o cigarro não está relacionado apenas com o câncer. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ele também provoca doenças cardiovasculares como anginas, infarto do miocárdio e isquemia cerebral, ao promover a arteriosclerose (depósito de substâncias lipídicas nas artérias), a diabetes e o aumento da pressão arterial. Também está claro que o tabaco aumenta as alterações pulmonares ao facilitar as infecções, piorar a asma e irritar e destruir os alvéolos, as finas paredes onde se capta o oxigênio, o que acaba dando lugar a uma insuficiência respiratória conhecida como enfisema. Ainda de acordo com a OMS, fumar é a principal causa de morte evitável no planeta (Volte a respirar fundo).

sexta-feira, 27 de março de 2015

Crianças expostas ao fumo dos pais podem ter risco maior de desenvolver doença cardíaca

Pais que estão tentando parar de fumar devem evitar acender o cigarro dentro de casa ou no carro, dizem especialistas- 

Resultado na vida adulta pode ser minimizado se família evitar exposição dos filhos 

no Globo


Uma pesquisa publicada na revista “Circulation”, da Associação Americana do Coração, concluiu que crianças expostas ao fumo de seus pais podem ter maior risco de desenvolver doenças cardíacas na idade adulta, em comparação com filhos de pais não fumantes.

Os resultados do estudo surgem como mais uma evidência crescente de que a exposição ao fumo dos pais tem um efeito duradouro sobre a saúde cardiovascular de crianças. Os pesquisadores acompanharam os participantes do "Estudo de Risco Cardiovascular em Jovens Finladeses", que incluiu a exposição ao fumo dos pais na infância em 1980 e 1983. Eles coletaram dados de ultrassom da carótida na idade adulta desses participantes, em 2001 e 2007.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Prevenção de doenças não-transmissíveis salvaria 16 mi de vidas por ano

Implementação de políticas antifumo, antiálcool e em favor de atividades físicas e esportivas fazem parte da lista de atitudes

no Correio Braziliense

Genebra, Suíça - As doenças não-transmissíveis, como o câncer ou a diabetes, provocam a cada ano 38 milhões de mortes das quais 16 milhões poderiam ser evitadas graças a medidas preventivas, segundo um relatório da OMS publicado nesta segunda-feira (19/1). "A comunidade internacional tem a sorte de poder mudar o curso das doenças não-transmissíveis", declarou Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao apresentar este relatório. 

"Investindo entre um e três dólares por ano e por pessoa, os países poderiam diminuir claramente o número de pacientes e de falecimentos provocados por essas doenças não-transmissíveis", completou.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Lei Antifumo entra em vigor nesta quarta-feira e acaba com fumódromos

Com nova regra, não poderá ter propaganda comercial de cigarros nem mesmo nos pontos de venda


Juliana Castro, O Globo


A Lei Antifumo entra em vigor nesta quarta-feira implementando novas regras sobre a comercialização, a publicidade e o consumo de cigarros no país. A nova norma extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda.

A regulamentação da lei permite apenas a exposição dos produtos, acompanhada de mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo e de que a comercialização do produto é restrita a maiores de 18 anos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Anvisa instaura investigação sobre propaganda de cigarro em festas universitárias



1. A Anvisa vai instaurar um procedimento investigativo sobre as denúncias veiculadas na imprensa de que promotores de eventos e fabricantes de cigarro estariam realizando atividade promocional de produtos derivados do tabaco. A apuração será executada em conjunto com as vigilâncias sanitária estaduais e municipais.

2. A propaganda ou qualquer outra estratégia de promoção comercial de cigarros é proibida no Brasil pela lei 9.294/96. Mais recentemente está prática sofreu novas restrições sobre a exposição no ponto de vendas com a edição do Decreto 8.262/14, publicado em 2 de junho deste ano e com previsão de entrada em vigor no prazo de 180 dias. Este decreto restringe o conceito de local de venda e delimita os recursos visuais e de divulgação que podem ser utilizados nos mostruários.

3. Pelo decreto, produtos de tabaco somente podem ser expostos em local específico e delimitado no interior do estabelecimento comecial. Ainda assim, o mostruário ou expositor poderá conter apenas as embalagens dos produtos, sem qualquer outro apelo visual que não seja a própria caixa do cigarro.

4. Do ponto de vista da saúde pública, a utilização de estratégias de marketing deste tipo são uma ameaça, pois buscam atrair o público jovem para a iniciação e estímulo do consumo de fumígenos.

5. A responsabilidade administrativa pela infração poderá recair sobre a empresa fabricante de fumígenos e os organizadores dos eventos onde aconteceu a divulgação.

6. De acordo com a Lei 9.294/96, os infratores poderão ser punidos com advertência, suspensão de propaganda, veiculação de retificação, apreensão do produto, multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil, entre outras, conforme a natureza da infração apurada durante o processo administrativo.





Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Bancada tabagista preocupada

no Blog Caixa Zero


A senadora Ana Amélia (PP-RS) disse estar preocupada com a participação brasileira na sexta sessão da Convenção-Quadro que está ocorrendo em Moscou. A convenção se reúne periodicamente para tentar reduzir a produção e o consumo de tabaco. O Brasil é signatário e costuma implantar as decisões adotadas nas discussões internacionais.

Em discurso no Senado, Ana Amélia afirmou que parte da comitiva de seu estado não está conseguindo entrar nos debates. É gente ligada à produção de tabaco, que no Brasil se concentra no s estados do Sul. A senadora diz se preocupar porque isso afeta as famílias produtores. Se houver uma redução radical da produção, diz ela, os trabalhadores serão prejudicados. A reunião discute, entre outras coisas, a reconversão, que é quando se procuram modos de passar as famílias do tabaco para outra atividade.

Na última sessão da convenção, o Brasil decidiu cortar os aditivos cancerígenos do tabaco. A Anvisa implantou a medida, mas o lobby do tabaco foi ao Supremo Tribunal Federal e conseguiu derrubar a medida provisoriamente.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Fabricante de cigarros é condenada a pagar R$ 53 bilhões à viúva de fumante

Um tribunal da Flórida condenou a segunda maior fabricante de cigarros dos Estados Unidos a pagar uma indenização de US$ 23,6 bilhões (R$ 53 bilhões) à viúva de um fumante que morreu de câncer de pulmão.

na BBC

Além da indenização, a RJ Reynolds Tobacco Company, que fabrica o cigarro Camel, terá de desembolsar outros US$ 16,8 bilhões (R$ 38 bilhões) em danos compensatórios.
Cynthia Robinson processou a empresa em 2008, reivindicando uma indenização pela morte de seu marido, em 1996.
A RJ Reynolds criticou a decisão e afirmou que irá recorrer da sentença.
Durante as quatro semanas de julgamento, os advogados da viúva argumentaram que a empresa foi negligente ao não informar os consumidores sobre os perigos do cigarro.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Processo no Uruguai pode mudar luta contra o fumo

Estado uruguaio está em rota de choque com a Philip Morris, que as considera um ataque aos seus investidores.

na BBC Brasil

Uma enorme cicatriz atravessa o peito de Carlos Bove, um professor uruguaio de 67 anos. Lembrança deixada por uma cirurgia cardíaca a que acaba de ser submetido.
Ele se move lentamente para se levantar da cama no hospital da Asociación Española, em Montevidéu, porque além dos problemas cardíacos, também luta há anos contra complicações respiratórias.

"Sonho muitas vezes, quando estou com os pulmões atacados, que rasgo as caixas de cigarros e jogo tudo fora", ele conta.Segundo seus médicos, o caso de Bove é um exemplo das consequências, para o Uruguai, de o país ter sido, historicamente, um dos maiores consumidores de tabaco da América Latina. Na virada do milênio, o Uruguai já apresentava o maior índice de casos de câncer de pulmão da região.

sábado, 31 de maio de 2014

[Tabagismo]: Uma doença pediátrica

no Correio Braziliense


Após um ação judicial em 1998, 6 milhões de documentos sigilosos de sete empresas que vendiam cigarro nos EUA foram a público. Os papéis revelaram partes das movimentações financeiras colossais e a informação de que crianças e jovens eram "reservas de reabastecimento" do setor, entre outros dados. Em 1987, um executivo da Philip Morris escreveu, em um memorando, que o aumento no valor dos maços em 1982 e 1983 fez com que 2 milhões de adultos parassem de fumar e impediu que 600 mil adolescentes começassem em todo o país.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

'Cigarro vendido hoje é mais letal que há 50 anos', afirma Matt Myers

Líder antitabagista ainda critica decisão do STF em favor de aditivos e diz que governo está do lado da indústria do fumo



BRASÍLIA - Presidente da organização de controle do tabagismo Campanha para Crianças Livres de Tabaco (CTFK), Matt Myers garante que o cigarro hoje é mais letal do que o vendido há 50 anos. Entre as razões para o aumento do risco, afirma, está a mudança do design do cigarro, que permite maior absorção da fumaça pelo fumante. Myers, que esteve no Brasil semana passada, criticou a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal suspendendo os efeitos da proibição do uso de aditivos no cigarro no País. Para ele, o Brasil perdeu a liderança no combate ao tabagismo. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Veto ao fumo pode sair da gaveta

no Estadão

A lei de ambientes livres de fumo pode sair da gaveta, depois de mais de dois anos de espera. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que a regulamentação da norma deverá ser feita neste ano, mas não citou prazos.

Sancionada em 2011, a regra prevê a proibição do fumo em locais coletivos fechados (privados ou públicos), incluindo os fumódromos. Para ser implementada, no entanto, é preciso que o governo defina o que é ambiente fechado - há dúvidas, por exemplo, sobre a classificação que deve ser dada para varandas ou outros pontos com cobertura parcial - e quais as punições previstas para o caso de descumprimento da norma.

Pesquisa divulgada ontem pelo Ministério da Saúde mostra que 9,8% da população entrevistada afirma ser fumante passiva nos locais de trabalho. Um número considerado pelo governo como bastante significativo. "A redução dessas taxas, no entanto, não depende exclusivamente da regulamentação", argumentou Chioro. Ele afirmou que a própria fiscalização do empregador e a implementação de regras que estão vigentes, por si só, já poderiam ter impacto.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Luiz Antonio Negrão Dias sobre o tabagismo: "A estratégia é prevenir"

O tabagismo está no topo da lista dos males, desencadeando 35% dos casos de câncer

Luiz Antonio Negrão Dias* no Portal CFM


Nunca é demais trocar informação sobre o câncer, uma doença que impacta fortemente nossa sociedade. Trata-se de uma doença bastante complexa, até porque ela foi ligada, durante muito tempo, à morte. E não é por menos: há 50 anos, a taxa de mortalidade era de aproximadamente 75%, tornando a doença bastante estigmatizada. No entanto, hoje, as taxas de cura ultrapassam os 55%. Precisamos transformar o estigma e focar a questão de prevenção e cura, visto que o câncer deve se tornar a principal causa de morte no Brasil e no mundo em 2025. Panorama muito diferente daquele de 1970, por exemplo, quando a doença era a quinta causa de morte na população.