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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Medida provisória do governo federal garante benefício financeiro para auxiliar gestantes no deslocamento para consultas pré-natal e parto


Saúde aprimora sistema de notificação de mortalidade materna


Está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (27) a Medida Provisória 557 que estabelece um sistema de monitoramento universal das gestantes para a prevenção da mortalidade materna no país e, ainda, garante auxílio financeiro para o deslocamento destas mulheres às consultas pré-natal e à unidade de saúde onde será realizado o parto. Os benefícios estão inseridos na estratégia Rede Cegonha, lançada este ano pela presidenta Dilma Roussef e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com o objetivo de ampliar, qualificar e humanizar a assistência oferecida às gestantes e aos bebês nas unidades do Sistema Único de Saúde.
 
“Com estas medidas, estamos estimulando o pré-natal adequado e oferecendo às gestantes mais estrutura e tranquilidade na hora do parto. Com isso, esperamos também reduzir os índices de mortalidade materna no país”, afirma o ministro Alexandre Padilha. A MP 557 determina, ainda, que todo estabelecimento de saúde que realize acompanhamento pré-natal e preste assistência ao parto e ao puerpério (pós-parto) crie uma Comissão de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento das Gestantes e Puérperas de Risco. Essas comissões serão responsáveis por manter atualizadas as informações cadastrais de todas as gestantes atendidas pela referida unidade de saúde.
 
SISTEMA NACIONAL – O novo Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna tem o objetivo de melhorar o acesso, a cobertura e a qualidade da atenção à saúde materna, principalmente às gestantes de risco. Neste sistema deverão serão cadastradas todas as gestantes e puérperas para o adequado e rigoroso acompanhamento e avaliação da assistência prestada às mulheres durante o pré-natal, parto e puerpério.
 
O sistema é coordenado pelo Ministério da Saúde e executado em parceria com os estados e municípios, responsáveis pelo fornecimento e a atualização dos dados. Para apoiar as ações de acompanhamento das gestantes será instituído o Comitê Gestor Nacional, que será composto por representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS); dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e de Secretários Municipais de Saúde (Conasems); do Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), além de representantes da sociedade civil. Este comitê vai avaliar e sugerir políticas, programas e ações de acompanhamento do pré-natal e de assistência ao parto e puerpério.
 
AUXÍLIO FINANCEIRO – O auxílio financeiro de até R$ 50 será concedido às gestantes assistidas pelo SUS e cadastradas no Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. A concessão do benefício tem o objetivo de auxiliar as gestantes para a garantia do acesso delas a ações e serviços de saúde relacionados ao pré-natal e ao parto.
 
“A Caixa Econômica Federal (CEF) será responsável pela liberação do auxílio financeiro às gestantes, que terão direito ao benefício desde o início do pré-natal ou em outro momento da gestação (neste caso, com valor proporcional)”, explica a coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Maria Esther Vilela. “Os detalhes sobre a concessão do auxílio estão sendo definidos pelo Ministério da Saúde e a CEF”, observa Vilela.
 
Para que as gestantes de determinado município tenham acesso ao benefício, as respectivas secretarias municipais de saúde devem aderir formalmente à estratégia Rede Cegonha – uma rede de cuidados à saúde da mulher e da criança com foco na atenção ao parto até o nascimento, crescimento e desenvolvimento da criança (até os dois anos de idade). Além disso, os municípios deverão cadastrar as gestantes no Sistema Nacional de Cadastro da Gestante (SISPRENATAL WEB), que permitirá informar à Caixa Econômica Federal as gestantes que estarão aptas a receber o auxílio.
 

Base de dados sobre a primeira infância está disponível para consulta




na página da SAE


Brasília – A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) disponibiliza para consulta e download o Primeira Infância em Números, uma ampla base de dados sobre a faixa etária de 0 a 3 anos no país nos últimos 10 anos. O instrumento é fundamental para auxiliar quem estuda esta faixa etária e é essencial para subsidiar a elaboração de uma política pública direcionada a crianças nesta idade, um dos eixos estratégicos da secretaria.
O aplicativo, elaborado por técnicos da SAE e especialistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), resultou da análise e do cruzamento de dados de mais de 40 indicadores sociais colhidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).
Primeira Infância em Números permite que cada usuário faça seus próprios diagnósticos regionais e setoriais, identificando progressos, hiatos ou desigualdades ainda remanescentes. Além de dados básicos como distribuição geográfica, idade, sexo e raça, o levantamento cruza informações da faixa etária de 0 a 3 anos, ano a ano (de 1999 a 2009), idade por idade, com fatores como escolaridade dos responsáveis, ocupação da mãe, presença em creches, com ou sem registro de nascimento, saneamento básico, etc. Todos os dados aparecem por país, por região, por cidade de pequeno e médio porte ou região metropolitana.
O aplicativo, que permite a consulta de forma amigável a 2.731 tabelas diferentes, está disponível no hotsite sobre Primeira Infância da Secretaria de Assuntos Estratégicos, pelo endereço  www.sae.gov.br/primeirainfancia, ou faça o download aqui.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Enquanto isso, lá no país dos paladinos defensores da liberdade...

No Michigan (EUA) não é permitido a uma mulher cortar o cabelo sem a aprovação do marido.
(En Michigan USA no se permite a una mujer que se corte el pelo sin la aprobación de su marido)
@LaPasionaria via Twitter

Feriados de 2012 para servidores federais

Feriados de 2012 para servidores federais são divulgados

São oito feriados nacionais em 2012. Governo inclui ainda sete datas de ponto facultativo para funcionários públicos do Executivo

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – Portaria publicada nesta segunda-feira (26) fixa os feriados e dias de ponto facultativo para servidores federais. No caso dos feriados, as datas valem para todo o país, embora cada estado e município conte com outras datas comemorativas regionais e locais em que não há expediente. A portaria do Ministério do Planejamento está no Diário Oficial da União.

São oito feriados nacionais e sete dias de ponto facultativo (confira tabela ao lado). O Dia do Servidor Público, comemorado em 28 de outubro, é mencionado na portaria sem definição se será feriado ou ponto facultativo.

O governo federal dispõe sobre órgãos e entidades da administração pública da União, seja ligados diretamente, sejam autarquias, sejam fundações do Executivo. No caso de serviços essenciais, os gestores de cada órgão terão de assegurar o funcionamento mesmo nessas ocasiões.

Outras datas religiosas não incluídas na portaria, como dias de guarda de credos específicos, podem ser compensados caso o responsável da unidade administrativa autorize o servidor previamente.

Feriados

data feriados
1º de janeiro de 2012 Confraternização Universal
21 de abril de 2012 Tiradentes
1º de maio de 2012
Dia do Trabalho e do Trabalhador 
7 de setembro de 2012 Independência do Brasil
12 de outubro de 2012 
Nossa Senhora Aparecida 
2 de novembro de 2012 Finados
15 de novembro de 2012
Proclamação da República 
25 de dezembro de 2012
Natal

Pontos facultativos

data ponto facultativo
20 e 21 de fevereiro de 2012 Carnaval
22 de fevereiro de 2012 até 14h Quarta-feira de Cinzas
6 de abril de 2012 Paixão de Cristo, sexta-feira santa
7 de junho Corpus Christi
24 de dezembro de 2012 Véspera de Natal
31 de dezembro de 2012 Véspera de Ano-Novo

 Com informações da Agência Brasil


Brasil: Levantamento mostra que 36,5 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos



O Brasil tem atualmente 36.551 crianças e adolescentes vivendo em abrigos ou estabelecimentos mantidos por organizações não governamentais. É o que aponta o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Acolhidos (CNCA), criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para monitorar as políticas de acolhimento na área da infância e juventude. O dado refere-se ao dia 12 de dezembro.
Esse último levantamento indica aumento no número de crianças e adolescentes em unidades de acolhimento em comparação com o mês passado. Dados de 10 de novembro mostravam a existência de 35.894 crianças e adolescentes em abrigos e demais estabelecimentos.
São Paulo - A maior parte dos acolhidos, segundo o levantamento mais recente, se encontra em São Paulo (8.365). Depois em Minas Gerais (5.522), Rio de Janeiro (4.323), Rio Grande do Sul (3.790) e Paraná (2.843). Das crianças e adolescentes acolhidas, 17.232 são do sexo feminino e 19.318 do sexo masculino. Também segundo o levantamento, 1.926 não tinham registro de nascimento.

Atualmente, o Brasil conta com 1.991 unidades de acolhimento. São Paulo é o estado que mais concentra esses estabelecimentos, com 361 do total. Outros estados com mais entidades são Minas Gerais (351), Rio Grande do Sul (212), Rio de Janeiro (173) e Santa Catarina (162).

Resolução - O CNCA foi instituído pelo CNJ em outubro de 2009, por meio da Resolução 93, para consolidar os dados de todas as comarcas do Brasil referentes ao acolhimento na infância e juventude. Esse cadastro fornece o histórico de crianças e adolescentes, destituídos ou não do poder familiar  que se encontram em abrigos.

O banco de dados funciona também em complemento ao Cadastro Nacional de Adoção (CNA). O sistema foi criado pelo CNJ em abril de 2008 para reunir informações sobre os pretendentes e as crianças ou adolescentes disponíveis para a adoção. O objetivo é agilizar o processo de adoção, colaborar com a construção de políticas públicas na área e traçar  diagnóstico do   sistema no Brasil.

Levantamento do CNA, também  de 12 de dezembro, mostrou a existência de 4.932 crianças e adolescentes aptas a serem adotadas. O número de pretendentes permanece quase cinco vezes maior – chega a 27.183 o número de pessoas cadastradas.

Giselle Souza
Agência CNJ de Notícias

Comentário: 
São 36.551 crianças e adolescentes vivendo em abrigos. 
SÓ 36.551!!!
Nenhum número absurdo, nenhuma obra descomunal necessária, podemos  e conhece-los - cada um deles - pelo nome. Podemos ajuda-los SUBSTANCIALMENTE sem quebrar o país, sem prejudicar a balança de pagamentos, sem interferir na cotação do dólar, sem sacrificar o lucro do mercado...
São 36.551 crianças e adolescentes vivendo em abrigos.

Preocupante... Hoje tem Assembléia Geral na SANEPAR...

Hoje, dia 26 de Dezembro de 2011, dia em que metade das pessoas "economicamente ativas" do MUNDO estão definitivamente inativas e em estado de torpor comemorativo/festivo, a SANEPAR convocou uma "Assembléia Geral Extraordinária" para decidir sobre o ""aumento do capital social da empresa.

Aqui o EDITAL

Conhecendo os antecedentes da "turma" que já entregou a companhia a iniciativa privada em outros tempos...

A coisa é preocupante, muito preocupante.


Em São Paulo, farmácias de manipulação são autuadas em 45% das inspeções

Em 2011, 122 estabelecimentos foram interditados; no interior do Estado, inspeções são mais raras


Sara Duarte - Especial para o Estadão


SÃO PAULO - Das 615 inspeções feitas neste ano em farmácias de manipulação da cidade de São Paulo, 45,3% resultaram em autuação, segundo dados da Coordenação Municipal de Vigilância em Saúde da Capital (Covisa), responsável pela fiscalização.

A Prefeitura afirma que as autuações ocorreram por causa de "práticas incorretas de manipulação, principalmente quanto aos medicamentos controlados, e à ausência de efetivo controle de qualidade".

Entre as farmácias autuadas, 122 ficaram interditadas até que as irregularidades fossem resolvidas. Ainda de acordo com dados da Covisa, há apenas 15 profissionais para inspecionar as 600 farmácias do gênero em toda a capital paulista.

Regulamentada há 70 anos no País, a técnica de manipulação de medicamentos voltou a ser alvo de questionamentos, com a notícia de que um vermífugo produzido em farmácia em Teófilo Otoni (MG) com uma substância errada é suspeito de ter intoxicado e matado dez pessoas (mais informações nesta página).

De acordo com o farmacêutico Hélder Francisco Garcia, da rede Unipharmus, que tem 11 unidades na capital, o Conselho Federal de Farmácia determina que cada estabelecimento tenha um técnico responsável de plantão e seja submetido a inspeções periódicas.

"Aqui na capital, nós recebemos a visita dos fiscais da Covisa pelo menos uma vez por ano, mas em cidades do interior é mais raro. Por isso, é comum que um mesmo profissional supervisione farmácias em diferentes cidades", diz.

Em Teófilo Otoni, cidade com certa de 130 mil habitantes, onde existem cerca de 60 farmácias de manipulação, há apenas 12 farmacêuticos especializados na área, conta Luciano Evangelista Moreira, da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), que representa as 7 mil farmácias de manipulação existentes no País.

Cuidados. O vice-presidente da Anfarmag, Ivan Teixeira, afirma que o consumidor precisa estar atento ao adquirir remédios feitos em farmácias de manipulação. "Ao contrário dos remédios industrializados, que são padronizados e feitos em grande quantidade, os manipulados são produzidos especialmente para cada paciente", lembra. "Por isso, deve-se recusar fórmulas preparadas com antecedência e sem receita."

Segundo Teixeira, o farmacêutico deve ler a receita na frente do paciente e preparar o medicamento na hora, respeitando as quantidades específicas receitadas pelo médico. "Além disso, uma farmácia não pode receber medicamentos da outra nem comercializar um produto sem antes submetê-lo ao controle de qualidade", diz.

É função do farmacêutico conferir as matérias-primas na hora em que chegam do fornecedor e acompanhar todas as etapas da produção, para evitar contaminação ou troca de produtos, explica Garcia, da Unipharmus.

Superávit de Saúde


LIGIA BAHIA no Globo


A história já é tão conhecida que quase não precisa mais ser contada. O cenário é o de um país situado no hemisfério sul, de renda média que ousou inscrever em sua Constituição a garantia do direito universal à saúde. Tempos depois, o SUS, apesar dos trancos que marcaram sua origem e de ter sido empurrado para diversos barrancos, ainda permanece de pé. Mas quem disser que esse SUS que aí está não é aquele aprovado pela Constituição porque nem é único e nem tão universal não estará mentindo.



A saga da longevidade e descaracterização do SUS é menos popular. A durabilidade da política universal de saúde deve-se ao acerto de seus formuladores sobre as relações entre a maneira como se organiza e desenvolve uma sociedade e as condições de saúde da população. Atualmente, um brasileiro doente pode receber um benefício previdenciário, auxílio transporte para comparecer aos serviços de saúde, ser atendido no SUS, em certos casos, em seu domicílio, e receber medicamentos gratuitamente.



Trata-se de uma proteção social integrada e integradora, tal como prevê o capitulo da Seguridade Social da Constituição. Por outro lado, o esmaecimento do projeto de construção de um sistema de saúde igualitário decorre de previsões acertadas de quem era contra o SUS. A validade do vaticínio "é impossível fazer brotar igualdade de um solo no qual só vicejavam disparidades estruturais" foi renovada condicionalmente. A reinserção dos interesses empresariais da saúde nas coalizões governamentais pós-redemocratização efetivou-se mediante entusiasmada adesão à ideia de um SUS para quem não pode pagar.



A recusa do governo federal, legitimada pelo Congresso Nacional no fim de 2011, de ampliar recursos para o SUS dinamiza um subsistema público subfinanciado e um subsistema privado crescentemente subsidiado com recursos públicos.



Em termos práticos, os direitos abrangentes, já disponíveis para quem tem problemas de saúde muito graves não serão estendidos para os saudáveis ou para usuários eventuais de serviços de saúde. Os não doentes e segmentos de maior renda são cobertos por planos e seguros privados de saúde, e os pobres ou requerentes de serviços de saúde muito caros ficam no SUS.



Assim, a divisão pragmática de mercados na saúde assume internamente condição de política oficial, a despeito de repetidas pesquisas de opinião evidenciarem que a saúde é o principal problema a ser resolvido pelo governo mesmo para quem está vinculado a planos e seguros privados de saúde.



Entretanto, a tendência mundial, apesar e por causa da possível deterioração dos tradicionais sistemas de proteção social, é a de priorizar as políticas universais de saúde. Ao longo deste ano, ficamos bem na foto. Segundo a Declaração da Conferência Mundial dos Determinantes Sociais da Saúde, realizada este ano no Brasil, "para que haja saúde é necessário que o sistema de saúde seja universal, abrangente, equitativo, efetivo, ágil, acessível e de boa qualidade e ainda envolvimento e do diálogo com outros setores e atores, visto que o desempenho dos mesmos gera impactos significativos sobre saúde". Os participantes de 130 países e 62 ministros de estados presentes consideraram que a crise econômica e financeira global deve estimular a inclusão da saúde e o bem-estar entre as mais altas prioridades nos níveis local, nacional, regional e internacional.



Em 2012, a Rio+20 convocará o posicionamento dos governos, empresários e movimentos sociais sobre a sustentabilidade do desenvolvimento, incluindo a dos sistemas de saúde.



A pergunta a ser respondida será sobre o modelo de sistema de saúde que dá melhores respostas em termos de custo-efetividade aos determinantes sociais da saúde. E o SUS será novamente o melhor cartão de visitas a ser apresentado em um ambiente que exigirá do Brasil discrição em relação à ênfase em políticas públicas voltadas ao provimento de infraestrutura e financiamento de negócios.



Por aí afora, muitos economistas sérios não deixam de considerar a saúde na análise dos limites e perspectivas do desenvolvimento do capitalismo ou acreditam que o sistema de saúde possa ser encarado como um mercado qualquer. As previsões de que a saúde, em consequência da inovação tecnológica e envelhecimento, represente daqui a alguns anos 30% do PIB de vários países já seria motivo de sobra para não deixá-la de lado. Ademais, é sobejamente sabido que o comportamento dos preços exige intervenção governamental. Sem que se defina responsavelmente o que é saúde e o que é doença, características físicas ou sintomas como sobrepeso e hipertensão podem ser encarados respectivamente como sentenças de morte e mercados potenciais para a venda de exames e medicamentos.



Reputados economistas brasileiros, à frente de cargos públicos, ignoraram até agora a saúde em suas análises. Contudo, ficará difícil manter ouvidos moucos diante da estridência de agendas socioambientais que valorizam a construção de pontes entre política social e econômica. O SUS terá um megadestaque na Rio+20. Quem tiver o mínimo de noção aproveitará a ocasião para converter metas econômicas em créditos, dividendos e superávit de saúde. Até junho, dá tempo para sair da redundância da suposição de que o consumo, inclusive o de serviços de saúde e medicamentos, é um fim em si mesmo.



Teremos um feliz e próspero ano novo, se as alternativas para as mudanças climáticas e preservação dos ecossistemas forem adequadas a uma inserção tecnológica baseada na produção e controle de inovações. As abordagens defensivas e céticas emprestaram às políticas universais atributos de peso orçamentário ou estorvo utópico. No entanto, é o SUS, fundamentado na concepção sobre a determinação social da saúde, que possui todas as credenciais de sistema sustentável. Que em 2012 a boa fama internacional do SUSseja saúde-presente no cotidiano de todos nós.



LIGIA BAHIA é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E-mail: ligiabahia55@gmail.com

domingo, 25 de dezembro de 2011

Sem palavras


Revista National Geographic. divulgou as imagens vencedoras do Concurso Fotográfico de 2011


Foto do morro Santa Marta, no Rio, feita por Felipe Carvalho,  recebeu menção honrosa no concurso, na categoria Lugares. Imagem mostra uma batalha de pipas entre dois garotos.

Charlie Brown e o sentido do Natal


Se você ainda tinha alguma dúvida sobre qual lado tomar no caso dos bandidos de togas...


Elio Gaspari no clipping do CNJ
Eremildo, o idiota

Eremildo é um idiota e acredita ter entendido por que há 11 milhões de pessoas vivendo em moradias irregulares em 323 cidades brasileiras.

Se há alguém morando onde não é permitido, em algum momento, os poderes Executivo e Judiciário deixaram de fazer o que deviam. Não mandaram desocupar terrenos que têm donos ou não fizeram esforço para regularizar a posse de quem comprou uma casa sem a documentação necessária.

Ao saber o tamanho dos auxílios-moradia pagos a desembargadores, o idiota sentiu cair a ficha. O ministro Ricardo Lewandowski teve direito a esse subsídio, pois foi juiz da Corte paulista. O doutor jamais precisou de auxílio para morar. Sua família é uma bem-sucedida empreendedora imobiliária em São Bernardo.

Servidores da saúde passam a véspera de Natal acampados na Prefeitura



Os servidores municipais de Curitiba, que estão acampados em frente a Prefeitura, passaram noite de natal no local. Eles decidiram não cumprir a determinação da justiça emitida ontem, que os obrigava a desmontar as barracas. Eles estão de braços cruzados desde o dia 5, pedindo uma redução da carga de trabalho, de quarenta para trinta horas semanais. 

No despacho da justiça, os manifestantes estão “obstruindo os locais com barracas, colchões e tendas, além de promover protestos com intensos ruídos e estacionar caminhões de som em locais proibidos”. 

Ontem a tarde, eles fizeram mais um protesto em frente a casa do prefeito Luciano Ducci, no bairro do Batel. Os servidores fizeram uma espécie de “ceia improvisada”, com panetones e velas pretas. 

Ao todo, são cerca de 400 trabalhadores parados, entre psicólogos, nutricionistas, bioquímicos, farmacêuticos, veterinários e fonoaudiólogos.

Almoço de Natal. (via Facebook)

Nada contra o ministro Orlando


Sem nenhuma prova, apenas com a palavra de um ex presidiário  acusado de  desvios de recursos do Ministério do Esporte, a  revistaVeja publicou uma reportagem acusando Orlando Silva de integrar um suposto esquema de desvio de verbas. A imprensa repercutiu o caso, a oposição explorou políticamente e Orlando caiu. O  deputado pelo PCdoB paulista Aldo Rebelo assumiu a pasta e pediu auditoria nos convênios com ONGs,
Ontem, o  ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou  ao jornal Valor Econômico que a fiscalização dos convênios com organizações não-governamentais (ONGs) não identificou nenhum desvio de recursos. "Ao que me consta, não foram encontrados desvios", disse, ao fazer uma avaliação da pasta que assumiu há menos de dois meses. Rebelo afirmou que foram identificados apenas problemas formais na prestação de contas. "Às vezes é prazo de incorporação de documento, de emissão de nota. Irregularidade é isso. Não é propriamente desvio de recursos", disse.
Ao tomar posse, Rebelo disse que acabaria com os contratos com ONGs. A posição foi endossada pela presidenta da República Dilma Rousseff, que suspendeu os repasses a essas organizações.
Ele afirmou que o ministério não renovou os contratos encerrados e não iniciou novos convênios com ONGs. Estão sendo mantidos aqueles em andamento, segundo ele, com fiscalização "rigorosa" e acompanhamento da Controladoria Geral da União (CGU) para identificar possíveis problemas.
A intenção, disse, é substituir os convênios por parcerias com estados e municípios.

PT pagou propina à Papai Noel, denuncia Alvaro Dias


do blog Rodopiou via Paraná Blogs
Sempre se desconfiou que o velhinho vermelho era comuna.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse, em entrevista à Foia, neste domingo (25), que a PF, o MP e o Legislativo, precisam apurar as denúncias publicadas na data de hoje pela grande mídia do páis, de que o Partido dos Trabalhadores acertou o pagamento de propina no valor de R$ 2,9 milhões em dólares cubanos, à Papai Noel. O senador disse também que já está recolhendo assinaturas para a CPI do Papai Noel.
De acordo com a denúncia, os valores estariam em um suposto relatório da Polícia Federal sobre a Operação Panetone Vermelho e, as informaçôes teriam sigo supostamente, conseguidas com uma suposta fonte da suposta revista Veja. O documento diz que a propina se referia à um pagamento para que o bom velinho mais do que nunca se vestisse de vermelho e, para que atuasse principalmente junto a crianças e jovens da nova classe média, em uma tática gramsciana para conquistar votos futuros para o PT.
- Nós temos que buscar esclarecimentos, até porque isso envolve um personagem amado por todas as crianças. É espantoso, se o fato for verdadeiro, saber que o Papai Noel participa do método gramsciano de poder do PT – declarou Alvaro Dias.
Polêmica
Lider o PT no Senado, Huberto Costa minimizou as denúncias dizendo que é “uma tentativa de minimizar o escândalo ano, a Privataria Tucana”.
Ao jornal, Papai Noel disse que a acusação é um “insulto”. O PT não se pronunciou.