no Diario do Comércio e Indústria
SÃO PAUL.O - Integrantes da Associação Médica Brasileira (AMB) fizeram nesta sexta-feira (29) uma passeata na Avenida Paulista (comentário desinteressado: na Avenida Paulista? algo a ver com o movimento "Cansei"?) para chamar a atenção da sociedade e tornar pública a campanha nacional que iniciaram em defesa de seu trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS). Na manifestação, os médicos defenderam também melhor atendimento de saúde para a população.
A categoria reivindica ainda plano de carreira para os profissionais e a aprovação de um salário mínimo específico para os médicos da rede pública para jornada de 20 horas semanais.
Segundo o presidente da AMB, José Luiz Gomes do Amaral, a sociedade não está esclarecida sobre o que realmente acontece na saúde pública. Ele disse que, diferentemente do que se diz, existem 336 mil médicos em atividade no país, mas há falta deles no SUS porque o sistema afasta esses profissionais.
“São quatro situações que afastam os médicos do SUS: a ausência de uma estrutura que permita dar resolutividade ao trabalho do médico, a falta de receptividade ao trabalho do médico, já que o movimento é sempre contrário à participação, a inexistência de plano de carreira e a falta de valorização do profissional”.
Amaral reforçou que é preciso desmistificar a informação de que 500 cidades do país não têm médicos registrados e de que nas cidades mais distantes o salário oferecido pelas prefeituras para esses profissionais é alto. “Nós procuramos no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde e só três cidades não tinham nenhum médico registrado. E, nas cidades mais remotas, o salário não ultrapassa os R$ 1.800.”
Ele informou que a AMB estuda a realização de uma mobilização geral entre os profissionais para esclarecer a população sobre os problemas enfrentados pelos médicos. Amaral disse que a culpa pela situação atual do SUS é de sucessivos governantes que não souberam gerir os recursos para a saúde. “E certamente pela falta de informação da sociedade brasileira que, ao longo do tempo, permitiu que muitas mentiras fosse entendidas como verdade. Temos nos encaminhado para um financiamento absolutamente insuficiente e para uma gestão desorganizada e pouco competente.”
Para o coordenador da Comissão Pró-SUS, Geraldo Guedes, o sistema é subfinanciado e tem poucos recursos, o que gera péssimas condições de trabalho, salariais e estruturais para o atendimento à população.
“Estamos dando um basta. Mas mais do que isso, o que estamos fazendo é um grito de socorro, porque o SUS está doente e, se não cuidarmos dessa situação, ela pode piorar. Queremos que ela melhore, porque queremos um SUS melhor, não só porque os médicos precisam sobreviver, mas para que possamos dar um atendimento de qualidade para a população brasileira”.
COMENTÁRIO: O Geraldo Guedes, coordenador da "Comissão Pró-SUS" é aquele mesmo que já foi (não sei se é ainda) o braço direito do Dr. Barradas? (Coincidentemente o Dr. Barradas é o secretário de saúde de São Paulo... estado governado pelo que o PHA chama de "presidente eleito" José Serra, candidatíssimo a reeleição em 2010).
Isto posto, fica fácil entender a colocação do Dr. Guedes que: "Mas mais do que isso, o que estamos fazendo é um grito de socorro, porque o SUS está doente e, se não cuidarmos dessa situação, ela pode piorar".
Quem sabe a proposta para curar a doença do SUS seja a "privatizatização branca" do SUS concebida, conduzida e desenvolvida ferozmente em São Paulo.
Quando o Dr Guedes declara que: "o sistema é subfinanciado e tem poucos recursos", ele deve estar se referindo ao fato de que São Paulo (que é a "Locomotiva da Nação" ) embute os gastos com inativos (e outros penduricalhos) na conta das despesas do SUS. Sem elas, não estaria alcançando o investimento mínimo previsto na EC 29.
Isto posto, então fica combinado: Quando o Dr. Guedes fala, o faz com absoluto conhecimento de causa.
SÃO PAUL.O - Integrantes da Associação Médica Brasileira (AMB) fizeram nesta sexta-feira (29) uma passeata na Avenida Paulista (comentário desinteressado: na Avenida Paulista? algo a ver com o movimento "Cansei"?) para chamar a atenção da sociedade e tornar pública a campanha nacional que iniciaram em defesa de seu trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS). Na manifestação, os médicos defenderam também melhor atendimento de saúde para a população.
A categoria reivindica ainda plano de carreira para os profissionais e a aprovação de um salário mínimo específico para os médicos da rede pública para jornada de 20 horas semanais.
Segundo o presidente da AMB, José Luiz Gomes do Amaral, a sociedade não está esclarecida sobre o que realmente acontece na saúde pública. Ele disse que, diferentemente do que se diz, existem 336 mil médicos em atividade no país, mas há falta deles no SUS porque o sistema afasta esses profissionais.
“São quatro situações que afastam os médicos do SUS: a ausência de uma estrutura que permita dar resolutividade ao trabalho do médico, a falta de receptividade ao trabalho do médico, já que o movimento é sempre contrário à participação, a inexistência de plano de carreira e a falta de valorização do profissional”.
Amaral reforçou que é preciso desmistificar a informação de que 500 cidades do país não têm médicos registrados e de que nas cidades mais distantes o salário oferecido pelas prefeituras para esses profissionais é alto. “Nós procuramos no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde e só três cidades não tinham nenhum médico registrado. E, nas cidades mais remotas, o salário não ultrapassa os R$ 1.800.”
Ele informou que a AMB estuda a realização de uma mobilização geral entre os profissionais para esclarecer a população sobre os problemas enfrentados pelos médicos. Amaral disse que a culpa pela situação atual do SUS é de sucessivos governantes que não souberam gerir os recursos para a saúde. “E certamente pela falta de informação da sociedade brasileira que, ao longo do tempo, permitiu que muitas mentiras fosse entendidas como verdade. Temos nos encaminhado para um financiamento absolutamente insuficiente e para uma gestão desorganizada e pouco competente.”
Para o coordenador da Comissão Pró-SUS, Geraldo Guedes, o sistema é subfinanciado e tem poucos recursos, o que gera péssimas condições de trabalho, salariais e estruturais para o atendimento à população.
“Estamos dando um basta. Mas mais do que isso, o que estamos fazendo é um grito de socorro, porque o SUS está doente e, se não cuidarmos dessa situação, ela pode piorar. Queremos que ela melhore, porque queremos um SUS melhor, não só porque os médicos precisam sobreviver, mas para que possamos dar um atendimento de qualidade para a população brasileira”.
COMENTÁRIO: O Geraldo Guedes, coordenador da "Comissão Pró-SUS" é aquele mesmo que já foi (não sei se é ainda) o braço direito do Dr. Barradas? (Coincidentemente o Dr. Barradas é o secretário de saúde de São Paulo... estado governado pelo que o PHA chama de "presidente eleito" José Serra, candidatíssimo a reeleição em 2010).
Isto posto, fica fácil entender a colocação do Dr. Guedes que: "Mas mais do que isso, o que estamos fazendo é um grito de socorro, porque o SUS está doente e, se não cuidarmos dessa situação, ela pode piorar".
Quem sabe a proposta para curar a doença do SUS seja a "privatizatização branca" do SUS concebida, conduzida e desenvolvida ferozmente em São Paulo.
Quando o Dr Guedes declara que: "o sistema é subfinanciado e tem poucos recursos", ele deve estar se referindo ao fato de que São Paulo (que é a "Locomotiva da Nação" ) embute os gastos com inativos (e outros penduricalhos) na conta das despesas do SUS. Sem elas, não estaria alcançando o investimento mínimo previsto na EC 29.
Isto posto, então fica combinado: Quando o Dr. Guedes fala, o faz com absoluto conhecimento de causa.
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