Páginas

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O maior negócio abaixo da linha do Equador

Celso Nascimento na GP

Se o Tribunal de Contas cumprir o prazo que pediu para examinar os documentos e se não houver nenhum outro atrapalho, abrem-se amanhã os envelopes que definirão a empresa ganhadora da maior concorrência pública que se realiza no momento abaixo da Linha do Equador. Trata-se da licitação para escolha de quem administrará a usina que industrializará 85% do lixo produzido por Curitiba e outros 16 municípios metropolitanos.

O vencedor será dono do negócio por no mínimo 20 anos (ou 25, com os aditivos regulamentares). Durante este período estima-se que o faturamento direto da empresa, só com a recepção do lixo, poderá ultrapassar 1 bilhão de dólares. A esse valor somar-se-á a receita obtida com o aproveitamento industrial dos dejetos e com a produção de energia.

Cinco consórcios e empresas disputam essa riqueza. Até para corrigir imprecisões publicadas ontem, são eles: classificado em primeiro lugar na etapa anterior do certame foi o consórcio Recipar, liderado por uma empresa espanhola em sociedade com os empresários curitibanos Salomão Soifer e Silvio Name. Em segundo, o Paraná Ambiental (Joel Malucelli); em terceiro, a empresa Tibagi (Bruno Miraglia); em quarto, o consórcio Gralha Azul e, por último, o Pró-Ambiente (Cavo). A lista é quase igual à dos doadores de campanha publicadas pelo TRE.

Uma curiosidade: 7% do volume de lixo (quase 2 mil toneladas/dia) são constituídos por fraldas descartáveis! Não há aproveitamento possível para elas – o que, no entanto, não tira o interesse dessa gente toda pelo primeiro grande negócio do século nessas paragens.

COMENTÁRIO: Sentiram o drama? "7% do volume de lixo (quase 2 mil toneladas/dia) são constituídos por fraldas descartáveis!" Esta é mais uma das consequências da crise econômica avassaladora que atinge o país...

Nenhum comentário:

Postar um comentário