Depois de ser surpreendida pela valente equipe norte-americana que abriu dois gols de vantagem na final da Copa das Confederações, no domingo 28, a seleção brasileira reverteu o placar e sagrou-se campeã com um placar de 3 a 2. Se a vitória pode ser vista como mera obrigação a ser cumprida pelos pentacampeões mundiais, o que se seguiu em campo após o apito final saiu totalmente do script. E incomodou.
Em círculo, ajoelhados e abraçados no meio do gramado, jogadores e integrantes da comissão técnica oraram fervorosamente. O zagueiro e capitão Lúcio (autor do gol da virada) portava-se como um pastor, a puxar a oração. Em seu regulamento, a Fifa proíbe qualquer manifestação política ou religiosa durante as partidas. Antes e depois delas, conta com o bom senso de jogadores e suas delegações.
Enquanto no Brasil é possível ser “católico não praticante” e concomitantemente exercer qualquer outra religião, no restante do mundo as diferenças de crença inspiram cuidados maiores. Por unir a visibilidade de uma decisão transmitida mundialmente ao apelo de uma manifestação religiosa em grupo, o comportamento da seleção brasileira gerou protestos na Europa.
A Associação Dinamarquesa de Futebol considerou “exagero” a pregação pós-jogo e, para evitar que o hábito se dissemine, sugeriu que a Fifa punisse a seleção brasileira. Por sua vez, a entidade que controla o futebol mundial não puniu nem deixou de chamar a atenção dos carolas brasileiros. Diplomaticamente, “alertou” a Confederação Brasileira de Futebol quanto ao ocorrido. Esta, lisa como de hábito, disse não ter recebido nenhuma “queixa” da Fifa e, portanto, nada a comentar.
De fato, é virtualmente impossível dissociar um esporte tão capaz de despertar paixões, como o futebol, de manifestações exacerbadas dos seus maiores astros. Cada um tem sua fé e deve ter liberdade para exercê-la. Mas, quando um ritual é imposto ao público como parte do espetáculo, ou quando um Kaká belong to Jesus com a insistência que o faz, é hora de repensar onde termina o jogo e começa o culto.
Em círculo, ajoelhados e abraçados no meio do gramado, jogadores e integrantes da comissão técnica oraram fervorosamente. O zagueiro e capitão Lúcio (autor do gol da virada) portava-se como um pastor, a puxar a oração. Em seu regulamento, a Fifa proíbe qualquer manifestação política ou religiosa durante as partidas. Antes e depois delas, conta com o bom senso de jogadores e suas delegações.
Enquanto no Brasil é possível ser “católico não praticante” e concomitantemente exercer qualquer outra religião, no restante do mundo as diferenças de crença inspiram cuidados maiores. Por unir a visibilidade de uma decisão transmitida mundialmente ao apelo de uma manifestação religiosa em grupo, o comportamento da seleção brasileira gerou protestos na Europa.
A Associação Dinamarquesa de Futebol considerou “exagero” a pregação pós-jogo e, para evitar que o hábito se dissemine, sugeriu que a Fifa punisse a seleção brasileira. Por sua vez, a entidade que controla o futebol mundial não puniu nem deixou de chamar a atenção dos carolas brasileiros. Diplomaticamente, “alertou” a Confederação Brasileira de Futebol quanto ao ocorrido. Esta, lisa como de hábito, disse não ter recebido nenhuma “queixa” da Fifa e, portanto, nada a comentar.
De fato, é virtualmente impossível dissociar um esporte tão capaz de despertar paixões, como o futebol, de manifestações exacerbadas dos seus maiores astros. Cada um tem sua fé e deve ter liberdade para exercê-la. Mas, quando um ritual é imposto ao público como parte do espetáculo, ou quando um Kaká belong to Jesus com a insistência que o faz, é hora de repensar onde termina o jogo e começa o culto.
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