Brasília - A Associação Brasileira de Redes e Farmácias e Drogarias (Abrafarma) vai à Justiça contra a restrição para a venda de medicamentos e outros produtos determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Pelas novas regras preparadas pela agência, drogarias e farmácias ficam proibidas de expor em gôndolas remédios de venda livre, como analgésicos e antitérmicos. Em vez disso, todos os medicamentos, qualquer que seja a classificação, têm de ficar atrás do balcão, onde somente o funcionário tem acesso.
A resolução da Anvisa proíbe ainda o comércio de produtos como balas e bolachas nesses estabelecimentos. A ideia é que farmácias sejam local de venda apenas de remédio. As exceções, como alimentos especiais ou produtos de higiene, são todas listadas pela agência.
O presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, garante que a Anvisa não tem competência para regular o assunto. Ele sustenta que a normatização do funcionamento de farmácias e drogarias está previsto em uma lei, a de número 5.991/73 e somente outra lei poderia modificá-la. Por meio da assessoria de imprensa, a Anvisa afirma que as normas editadas nesta semana não contrariam, mas apenas regulamentam a Lei 5.591/73.
Para Mena Barreto, os equívocos vão muito além de problemas legais. “Essa resolução foi feita por quem não conhece o Brasil, por pessoas que pensam em normas sentadas em um gabinete, no conforto de Brasília.”
Pela norma, farmácias não podem mais atuar como correspondentes não bancários – caixas onde a população pode fazer pagamentos, receber benefícios como previdência ou de programas de transferência de renda. “Pelo menos 15 mil farmácias exercem essa atividade. Com a proibição, a população de diversas cidades do país não terá onde fazer pagamento ou receber benefícios”, observa.
COMENTÁRIO: O que está em jogo é o conceito fundamental segundo o qual - depois das novas normas - as farmácias serão "estabelecimentos de saúde". O que estava em vigor até então, é que as farmácias eram "quitandas" que revendiam - entre outras coisas- medicamentos.
A situação vigente até agora era inaceitável. farmácias abrindo filiais como se fossem redes de fast-food, com alto-falantes tocando música nas calçadas e promovendo LIQUIDAÇÕES!!!!
"Liquidação", aqui no caso, pode ser uma palavra de duplo sentido...
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