O Ministério da Saúde (MS) reúne nesta segunda-feira, em Brasília, especialistas de todo o país e do exterior para debater a influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína.
O objetivo é fazer um balanço das medidas já adotadas e definir os próximos passos diante do quadro da nova gripe no país e no mundo. Consequentemente traçar recomendações para prevenção, atendimento, diagnóstico, assistência, produção e distribuição de medicamentos e vacinas.
INFLUENZA A VERSUS GRIPE COMUM
No Brasil, entre 25 de abril e 25 de julho, foram notificados 10.623 de casos com suspeita de gripe. Do total, 1.958 (18,4%) tiveram diagnóstico confirmado de influenza A e 669 (6,3%) de gripe sazonal, a gripe comum. As mulheres (56,9%) são mais afetadas pela gripe suína do que os homens (43,1%).
O detalhamento dos dados reforça uma evidência já revelada em boletins anteriores do Ministério da Saúde:
1) No Brasil, o nível de gravidade dos casos de influenza A e de gripe comum é semelhante. Das pessoas infectadas pelo vírus H1N1, 19% tiveram algum sinal de agravamento da doença. Nas pessoas infectadas pelo vírus da gripe comum, a proporção foi de 18,5%.
2) Também são semelhantes os sintomas apresentados pelos pacientes graves infectados pelo HI1N1 e pelo vírus da gripe comum, como mostra tabela abaixo. Dos 10.623 com síndrome gripal no país, 2.962 (27,9%) apresentaram febre, tosse e dificuldade respiratória, ainda que moderada. Esse conjunto de sintomas é o que os médicos chamam de síndrome respiratória aguda grave (SRAV), situação que aumenta o risco da doença.
3) Entre os casos de SRAG por influenza A (H1N1), 31,2% apresentam pelo menos um fator de risco, enquanto na gripe comum, 28,2%.
4) As doenças respiratórias crônicas e gestação são os principais fatores de risco presentes nos casos de SRAG, tanto em pessoas infectadas pelo H1N1 como pelo vírus da gripe comum.
5) Gestação, cardiopatias e hipertensão são os fatores de risco mais freqüentes entre os pacientes graves por influenza A (H1N1) que evoluem a óbito.
6) As evidências dos itens 4 e 5 reforçam a recomendação do Ministério da Saúde, adotada por outros países, Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e Organização Mundial de Saúde (OMS), quanto ao manejo dos pacientes. Grávidas e pessoas com doenças cardiovasculares e respiratórias estão entre os grupos de risco que devem receber o tratamento antiviral até 48 horas após o início dos sintomas.
7) Até às 8 horas de 29 de julho, foram notificados ao Ministério da Saúde 56 óbitos por gripe suína. A taxa de letalidade é de 0,029 por 100.000 habitantes.
O QUE FAZER NA PRÁTICA
Mais de 95% das pessoas infectadas pelo novo vírus vão ter gripe parecida com a comum, que não precisa de atendimento em hospital.
Por isso, o Ministério da Saúde orienta: está com sintomas gripais, como febre alta (acima de 38º C), indisposição, tosse, dor de garganta, ocasionalmente diarréia?
Procure o médico da unidade de saúde mais próxima, de posto, do programa de saúde da família, do convênio ou o seu particular. Às vezes algum sinal de agravamento pode passar desapercebido para a própria pessoa. Por exemplo, falta de ar, que é o sintoma mais importante da gripe A. À vezes só “escutando” os pulmões, o médico identifica pneumonia ou síndrome aguda respiratória grave (SRAG), que aumentam o risco da doença. O médico vai definir o tipo de tratamento necessário para cada caso.
Dos pacientes infectados pelo H1N1, 5% vão apresentar as formas graves da influenza A.
Correm mais risco de complicações:
* Crianças menores de dois anos de idade
* Pessoas acima de 60 anos
* Gestantes
* Pessoas com imunodepressão (por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento de aids ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia falciforme), diabetes, cardiopatia, hipertensão doença pulmonar ou renal crônica.
* Obesidade mórbida.
São os chamados grupos de risco, que devem receber o antiviral até 48 após o início dos sintomas, dependendo da avaliação médica. Portanto, se você faz parte dos grupos de risco para gripe suína, não titubeie, se apresentar algum sintoma gripal. Procure logo o seu médico, inclusive você, futura mamãe. Avaliação médica definirá o tratamento mais adequado a você.
Mário, tenho uma dúvida: tenho asma, não apresento nenhum sintoma de gripe, mas por ocasião do recrudescimento do frio, começo a ter dificuldade de respiração. Tenho medo de pegar a gripe e ela evoluir para uma pneumonia. Devo procurar atendimento médico neste momento?
ResponderExcluirMinha esposa está tratando-se de tuberculose, e também apresenta dificuldade respiratória, ela deve ir ao médico também?
Gde abraço
Fernando
Bom dia Fernando,
ResponderExcluirSem dúvida vocês devem procurar o seu médico. A gripe (seja ela comum ou tipo A) terá maiores chances de progredir para quadro mais severo se encontrar um terreno propício para se instalar. É o caso de você e sua esposa.
Grande abraço, Mario
Prezado Mário
ResponderExcluirQue bom que recebí seu blog, através da Joana.
Minha filha(21 anos) fez uma eletrocardiograma e deu no resultado:"Perturbação de condução do ramo direiro do feixe de hiss".`Pergunto, é algo grave? Tem tratamento?
Estamos tentando marcar com um cardiologista, mas está difícil. As agendas médicas em Curitiba estão lotadas.
Agradeço de antemão.
A perturbação de condução do ramo direito do feixe de Hiss é um achado frequente no eletrocardiograma (ECG) que pode ser compatível com a normalidade. Estima-se que pelo menos 10% da população apresenta este tipo de traçado ao ECG. De qualquer forma, é conveniente que ela seja avaliada. Pergunto: o médico que solicitou o ECG fez alguma observação a respeito?
ResponderExcluirResposta a pergunta do Dr.Mário(sobre o feixe de Hiss):
ResponderExcluirOs exames foram solicitados por um clínico por segurança, pois minha filha estará saindo do país para estudar fora, por dois anos. Conseguimos marcar com um bom cardiologista, para esta quarta-feira. Muito agradecida.
Mário eu gostei muito da pagina que você fez sobre a Influenza A (H1N1). Mas eu gostaria de saber o n° de mortes e o n° de infectados da gripe A desde abril ate agosto.
ResponderExcluirEu sou uma estudante de 12 anos que esta interressada em saber mais.
Obrigado e tenha um Bom dia
Bom dia!
ResponderExcluirOs dados oficiais sobre a Gripe H1N1 estão disponíveis na página do Ministério da Saúde e são atualizados semanalmente. O endereço é o seguinte:
http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=10450
Hoje estou colocando uma postagem com matéria da Folha de São Paulo com dados atualizados.
Espero ter ajudado!
Abraço, Mario
E qual a taxa de mortalidade pela gripe comum? Não podemos deixar de ter em mente que houve muita manipulação de dados na própria OMS, na qual a maior parte de seus membros são lá colocados pelos laboratórios.
ResponderExcluirVejo com muito ceticismo essa questão da gripe suína. ä época a França apesar dos comentários a respeito da possível fraude em relação aos verdadeiros dados, comprou vacinas correspondentes a mais ou menos 2 por habitante. Um percentual ridiculamente baixo tomou a vacina, coisa de 10% (em torno de). Nem por isso houve uma dizimação da população. Tanto assim que a França tratou de se livrar de seu alto estoque de vacinas e não se fala mais em vacinação em massa da população contra H1N1.
Interessante aqui:
http://www.agoravox.tv/tribune-libre/article/zemmour-experts-de-l-oms-et-24795
http://www.agoravox.tv/tribune-libre/article/zemmour-experts-de-l-oms-et-24795
e em especial
http://archives.tdg.ch/actu/economie/oms-mise-examen-liens-pharma-2010-01-14
No mais gostei muito de seu blog e de sua atençao com seus leitores. Parabéns!
Boa noite Regina! Agradeço o teu comentário (e os teus elogios). Concordo plenamente com a tua colocação sobre a suspeição dos consultores da OMS.
ExcluirAbraço, Mario
Boa tarde!! Voltarei ao seu blog. Gostei do papo por aqui...
ResponderExcluirYou`re welcome!
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