da Folha Online
Depois de reforçar o espírito bipartidário de suas propostas de reforma de saúde, que pretendem garantir atendimento para mais de 30 milhões de pessoas atualmente sem cobertura, o presidente americano, Barack Obama, acusou de cinismo alguns dos críticos do projeto e chamou de falsas algumas das principais acusações feitas contra a reforma.
"Críticos proeminentes têm dito que um painel de burocratas vai decidir sobre a morte de pessoas idosas. Isso seria risível, se não fosse cínico e irresponsável", disse o presidente, antes de dizer que a acusação era falsa, e que as pessoas terão mais opções se a reforma for aprovada.
A acusações sobre os "comitês da morte" foram feitas pela candidata derrotada a vice-presidente na chapa republicana em 2008, Sarah Palin.
Ele também chamou de falsas as acusações de que pretende estender a a cobertura de saúde aos ilegais e financiar aborto com verbas públicas.
Quanto às supostas críticas de que o governo pretenderia tomar o controle de todo o sistema de saúde, ele disse que a opção pública que defende estimulará a concorrência, porque, segundo ele, em 34 Estados 74% do mercado é controlado por 4 ou cinco empresas.
Ele disse que o plano administrado pelo governo estimulará a competição nesses locais e funcionará de forma complementar aos planos privados e aos já existentes programas Medicare e Medicaid (para idosos e pessoas com necessidades especiais).
"Não permitirei que burocratas fiquem entre você e o tratamento que você precisa", disse o presidente.
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