São Paulo - A Sociedade Brasileira de Urologia divulga nesta semana o Manual de Boas Práticas Urológicas, uma cartilha desenvolvida para orientar pacientes sobre as doenças do sistema urinário mais comuns e para alertá-los sobre práticas pouco seguras. A publicação também estará disponível no site www.sbu.org.br.
O texto aborda o papel do urologista na saúde do homem, indica condutas e cita práticas não recomendadas pela falta de respaldo científico.
Entre os tratamentos sem aval da sociedade estão os que visam aumentar o pênis e controlar a ejaculação precoce. “Há procedimentos não consolidados que são alardeados como mágicos. O paciente vai confiante e fica decepcionado com o resultado’’, diz o urologista José Carlos de Almeida, presidente da sociedade.
Almeida cita pacientes jovens que buscam soluções para ejaculação precoce e acabam recebendo injeções em vez de tratamento psicológico – o mais indicado nessa faixa etária. Quando mal aplicadas, as drogas podem causar desde dependência até fibrose peniana.
“Não temos dados sobre a procura por esses tratamentos, mas imagino que haja uma massa de pessoas que os procurem, porque as empresas prosperam financeiramente e divulgam cada vez mais essas condutas’’, acrescenta.
O texto ressalta que todas as técnicas envolvem riscos e benefícios e que novidades devem ser vistas com reservas até que trabalhos científicos comprovem a eficácia e demonstrem bem os riscos e os efeitos colaterais.
A saúde do adolescente também é contemplada no material. Para os especialistas, é nessa idade que o paciente deve realizar a primeira consulta urológica para uma orientação sobre riscos de doenças sexualmente transmissíveis, autoexame para prevenção de câncer de testículos e para uma boa higiene íntima.
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