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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Guerra das vacinas

Brasil quer acesso a novas vacinas

Agência Estado

Genebra - O chanceler brasileiro, Celso Amorim, defenderá hoje, em Genebra, na Suíça, a adoção de um novo acordo para regulamentar o compartilhamento de amostras de vírus, garantindo que países emergentes tenham acesso a vacinas e tecnologias. Amorim se reunirá com a diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, e o tema será um dos principais em sua agenda. O objetivo do Brasil é o de não ficar nas mãos de outros países em uma próxima pandemia e criar mecanismos para incentivar a fabricação de vacinas nos países emergentes.

A ideia de um novo acordo é rejeitada por Estados Unidos e Europa, mas os países emergentes insistem que isso terá de ser debatido. Hoje, o entendimento internacional estabelece que há uma obrigação de compartilhamento de vírus, mas não dos resultados de pesquisas e eventual cura das doenças.

A guerra das vacinas eclodiu em 2007, quando a Indonésia forneceu à OMS amostras do vírus da gripe aviária. O material foi oferecido de forma gratuita aos laboratórios credenciados – todos nos países ricos – e acabou sendo patenteado. A vacina, então, foi oferecida por um alto preço ao governo daquele país. A manobra obrigou as nações emergentes a pedir um novo acordo sobre vírus e vacinas.

O que a diplomacia brasileira sustenta é que deve haver um conceito de "direito soberano" sobre as amostras. Ou seja, o vírus pode até ser compartilhado com laboratórios dos países ricos. Mas a proposta brasileira é para a criação de um mecanismo internacional para garantir, em troca, a transferência de conhecimentos e tecnologia para a fabricação de vacinas nos países em desenvolvimento. O pacote é apoiado por Irã, Indonésia, Bolívia, Índia, Cuba e todos os países africanos.

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