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domingo, 17 de janeiro de 2010

ALGUMAS COISAS QUE O SUS AINDA TEM A APRENDER COM A PASTORAL DA CRIANÇA


Tive a felicidade de conhecer pessoalmente a Dra. Zilda Arns através de seu filho Nelson Arns Neumann. Nelson é médico, pediatra além de profundamente engajado nos temas sociais da saúde.

Humildemente reivindico parte da “culpa” por esta escolha, já que o Nelson antes de ser meu amigo foi meu estagiário no hospital Cajuru em Curitiba.

Foi também em parte pela minha amizade com o Nelson e em parte por conta de meu ofício, que eu tive contato com a prática da Pastoral. Para não ser redundante com todas as coisas que foram escritas nesta semana que passou, destaco aqui três coisas que eu considero admiráveis no trabalho da Pastoral e que ainda não conseguimos atingir no SUS:

1 – O VOLUNTARIADO

É impressionante como um trabalho da extensão e da envergadura da Pastoral progrediu apoiado em ação de voluntários. O nível de engajamento destes voluntários é admirável. Apropriam-se do trabalho na Pastoral como uma missão de vida. Assumem o compromisso e a responsabilidade com orgulho. Este engajamento é repassado para as famílias assistidas. A “adscrição” e a regionalização de clientela se dão de forma natural, espontânea a capilaridade é extrema... Não precisa de NOB, NOAS, Pacto, PPI, PDR, PDI, CIB, CIT etc. etc.

2 – AS FERRAMENTAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE

O material didático, os cadernos e apostilas utilizados no trabalho são elaborados com recursos muito práticos e em uma linguagem que permite aos Agentes da Pastoral o entendimento e a compreensão de maneira muito facilitada. Somente desta forma seria possível estabelecer e universalizar práticas e protocolos clínicos (sim, de longa data a Pastoral trabalha com protocolos) como o soro caseiro (lembram da colherzinha com a medida de sal e açúcar da TRO?), o acompanhamento de peso, vacinação, a multimistura, entre outros.

3 – O SISTEMA DE INFORMAÇÕES

Todos os atendimentos realizados em cada criança acompanhada são encaminhados ao nível central e aí consolidados. A confiabilidade e a extensão das informações são de causar inveja. Só quem conhece in loco as histórias de como são obtidos os dados do SIAB – por exemplo – sabe do que eu estou falando...

Em tempo: A Pastoral já está atuando (incluindo o Brasil) em 21 países.

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