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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O piriri gigante do Guarujá e o 'choque de jestão' tucano

O Guarujá já foi o point da aristocracia e do new money de São Paulo.

Era mais chic ficar na praia de Pernambuco, no Hotel Jequitimar – antes de o Silvio Santo comprar – do que no Pierre, de Nova York (onde o Maluf gosta de ficar).

Há até um Morro do Maluf – o próprio.

Quem era chic em São Paulo tinha que descer a serra no fim de semana de verão para ir ao Guarujá.

Com o tempo, uma explosão imobiliária transformou a avenida litorânea num sólido aglomerado como a arcada superior do Serra.

Aos poucos, Guarujá se tornou um dos points da criminalidade em São Paulo, como em toda a Baixada Santista.

Se o incauto veranista ficar preso num engarrafamento na estrada, é melhor rezar.

E agora, tem esse pequeno problema da diarreia.

Coisa à toa.

Quinze anos de governos tucanos conseguiram destruir o Guarujá.

Não tem problema.

Agora, os ricos e o new money vão para Laranjeiras, a que só se tem acesso de helicóptero.

É assim que os tucanos preferem viver em São Paulo: de helicóptero.

Olhar o Jardim Romano lá de cima, do helicóptero do Datena.

Como o Ministro serrista Nelson Jobim, o que vazou a “crise”, para criá-la.

Serra passou o fim de ano em Laranjeiras em companhia edificante.

Paulo Henrique Amorim

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