no Conversa Afiada
23/janeiro/2010 11:08
Saiu na primeira página do Estadão (que não cobre mais a chuva da Chuíça(*) ):
“Petrobrás cria gigante petroquímico – empresa em associação com Odebrecht será a oitava do mundo e monopolizará setor plástico.”
É a oitava maior do mundo.
A Petrobrás terá poder de veto na empresa, com uma participação acionária pouco inferior a 50%.
Ou, como diz o Blog da Petrobrás:
O Acordo de Acionistas refletirá o compromisso dos acionistas controladores da Braskem com elevados patamares de governança corporativa e agregação de valor para todos os acionistas. Neste acordo fica estabelecido que a Petrobras irá indicar quatro representantes do Conselho de Administração da Nova Braskem, que será formado ainda por seis representantes da Odebrecht .
O Conselho Fiscal da Braskem será composto por 5 (cinco) membros, dois eleitos pela Petrobras e dois pela Odebrecht, cabendo a Petrobras a indicação do Presidente.
A Diretoria da Braskem será composta por 7 (sete) diretores estatutários, dentre eles:
Diretor Presidente: indicação feita pela Odebrecht;
Diretor Financeiro: será escolhido pelo Diretor Presidente entre os integrantes de lista de indicações apresentada pela Odebrecht;
Diretor de Investimentos e Portfólio: será escolhido pelo Diretor Presidente entre os integrantes de lista de indicações apresentada pela Petrobras.
A Petrobras, Odebrecht e Braskem celebraram ainda um Acordo de Associação que tem como objetivo regular sua relação comercial e societária no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (”COMPERJ”) e no Complexo Petroquímico de Suape (”Complexo de Suape”). A Braskem assumirá as sociedades que desenvolvem as 1ª e 2ª gerações petroquímicas do COMPERJ, bem como assumirá gradativamente participação nas sociedades que desenvolvem os negócios do Complexo de Suape, nos termos e condições acordadas no Acordo de Associação.
Eis aí uma diferença essencial entre o Presidente Lula e o Farol de Alexandria.No Governo iluminado do Farol, ia ser criada a “Petrobrecht” (**), como a designou o Jornal da Band. Que consistia no seguinte, segundo contrato a que o Jornal da Band teve acesso: a Petrobrás financiava a Odebrecht e a Odebrecht comprava a Petrobrás. Só isso. Nada como “other people’s money”. Foi uma das tentativas do Farol de vender a Petrobrax. A Petrobrás patrocinava o Jornal da Band. Tirou o patrocínio e não concluiu a doação. A “Petrobrecht” não resistiu à denúncia. É a diferença entre a Petrobrax, e a Petrobrás do Sérgio Gabrielli e do Presidente Lula. Uma delas … Paulo Henrique Amorim | |
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